FACÇÕES EM ALERTA
PCC e CV classificados como terroristas pelos EUA a partir de 05/06/2026
Nova designação permite aos EUA monitoramento financeiro e de inteligência. Planalto expressa receio com soberania e potencial interferência.
A partir desta sexta-feira, 05/06/2026, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) integram oficialmente a lista de organizações terroristas estrangeiras (FTO) dos Estados Unidos. A decisão, formalizada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, eleva o nível de combate a essas facções brasileiras e autoriza o aparato de inteligência dos EUA, incluindo a CIA e as Forças Armadas, a intensificar o monitoramento e o cerco financeiro contra os grupos.
A legislação dos Estados Unidos impõe sanções a instituições financeiras e empresas que mantiverem relações com organizações classificadas como terroristas, mesmo que sem conhecimento prévio da conexão. Essa medida, contudo, gerou atritos diplomáticos e políticos.
O governo brasileiro, por meio do Planalto e de setores do Judiciário, manifestou preocupação com a soberania nacional e a possibilidade de ingerência estrangeira. A avaliação oficial é que o PCC e o CV não se encaixam na definição de terrorismo estabelecida pela Constituição do Brasil, que liga a prática a motivações de xenofobia, discriminação ou preconceito, com o objetivo de gerar terror social generalizado.
Na visão brasileira, as facções atuam primariamente com motivações econômicas e de controle territorial, e não ideológicas, o que as distanciam da tipificação de terrorismo segundo a Lei Antiterrorismo de 2016. No Planalto, o receio é que a classificação americana possa expor instituições financeiras do Brasil a penalidades e ampliar riscos de interpretações jurídicas internacionais desfavoráveis.
A cooperação bilateral para o combate ao crime organizado já foi discutida em conversas anteriores entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, com foco em áreas como lavagem de dinheiro via criptomoedas e tráfico internacional de armas.
Em relação à implementação das sanções, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Roberson, esclareceu que o Pix não é o foco inicial. As ações serão direcionadas a indivíduos e entidades que ofereçam suporte material aos grupos, com ênfase na intencionalidade para responsabilização. Roberson também afastou a possibilidade de intervenção militar, explicando que a lei americana de designações não contempla esse tipo de ação, reservada ao Departamento de Guerra.
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