SEGURANÇA PÚBLICA ALERTA

Autoridades investigam intercâmbio de facções do Rio com a Ucrânia

Homem operando um drone em ambiente urbano no Brasil.
Uso de drones para ataques preocupa forças de segurança no Brasil.

Facções criminosas financiam ida de integrantes à guerra para aprender táticas de combate com drones. Governo monitora a transposição de tecnologia bélica.

Autoridades de segurança pública monitoram um crescente intercâmbio entre facções criminosas do Rio e o conflito na Ucrânia, sob a suspeita de que organizações buscam importar táticas de guerra e tecnologias de ataque para o Brasil. A investigação, que ganhou força neste domingo, 19/07/2026, analisa como o uso de veículos não tripulados em comunidades fluminenses reflete o treinamento bélico obtido no exterior.

A preocupação das forças de segurança intensificou-se após relatos e vídeos circularem nas redes sociais sobre o lançamento de artefatos explosivos por drones. Em 13/07/2026, equipes da Polícia Militar foram acionadas na comunidade Dois Irmãos após denúncias de um ataque dessa natureza, que teria deixado feridos. Embora a incursão imediata não tenha constatado a presença do equipamento, a inteligência estatal mapeou que criminosos, utilizando identidades sem antecedentes, têm se infiltrado na Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia para adquirir conhecimentos operacionais.

Relatórios da Subsecretaria de Inteligência do Estado do Rio de Janeiro apontam que facções como o Comando Vermelho (CV) financiaram passagens para o Leste Europeu. Um dos integrantes, após retornar ao Brasil, teria replicado o uso de drones agrícolas no Complexo do Alemão, capazes de transportar armamentos pesados. Especialistas, como Sandro Teixeira, professor da Eceme, ressaltam que o fenômeno é parte de uma globalização do crime, mas alertam para a necessidade de medidas de contra-drones urgentes no país.

Diante do cenário, a Polícia Civil do Rio de Janeiro criou a Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas (COANT) para identificar e neutralizar essas ameaças. A corporação afirma que realiza diligências contínuas, citando incidentes anteriores ocorridos em outubro de 2025 e março deste ano como evidências da sofisticação técnica das organizações criminosas.

A cooperação internacional, contudo, enfrenta desafios. Fontes diplomáticas informam que o fluxo de informações entre autoridades brasileiras e Kiev ainda é insuficiente. O Itamaraty, questionado sobre o monitoramento das fronteiras e a fiscalização migratória de suspeitos, reforçou o envio de alertas consulares sobre os riscos de participação em combates estrangeiros, mas não detalhou ações conjuntas para impedir o trânsito de criminosos rumo ao conflito.

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