Trabalho
Fim da escala 6x1 mais perto com pacto entre Planalto e Câmara
Acordo histórico, confirmado em 14 de maio de 2026, promete 40 horas semanais e dois dias de descanso sem prejuízo salarial para milhões de trabalhadores. Deputado prevê mais de 450 votos no Congresso.
Um acordo crucial para a redução da jornada de trabalho no Brasil foi selado entre o Palácio do Planalto e o Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na quarta-feira, 13 de maio de 2026, com a confirmação divulgada nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026. O compromisso visa a regulamentação, via projeto de lei já encaminhado ao Congresso, de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui a jornada semanal de 40 horas com dois dias de descanso e sem prejuízo salarial. A medida representa um passo decisivo na melhoria da qualidade de vida de milhões de trabalhadores, buscando eliminar a exaustiva escala 6x1, descrita como uma "escravidão moderna", e reforçar a dignidade profissional.
O Deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), um dos principais articuladores da PEC, demonstrou grande otimismo quanto à sua aprovação. "Vai ser aprovada por mais de 450 votos", garantiu Lopes durante audiência pública sobre o tema no Palácio do Trabalhador, em São Paulo, também nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026. A confiança do parlamentar baseia-se na forte mobilização popular, cenário que ele compara ao da bem-sucedida Reforma Tributária.
"Eu erro pouco. Acertei a Reforma Tributária depois de 60 anos e vou acertar a votação da PEC do fim da escala 6 X 1", reforçou Lopes. Ele detalhou o teor do pacto governamental: "Nosso acordo é 40 horas imediatas, a redução da jornada, o fim da escala 6 X 1 com a escala 5 X 2. Ou seja: 2 dias de descanso imediatos e sem redução de salário."
Para a aprovação de uma PEC, são necessários 308 votos favoráveis na Câmara dos Deputados e 49 no Senado Federal. O Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende, com o futuro projeto de lei, detalhar as regras de transição e as especificidades para cada categoria profissional, assegurando uma implementação justa e adaptada.
Reginaldo Lopes também fez questão de enaltecer o trabalho do Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. "O ministro Luiz Marinho vai se consagrar como o ministro que colocou ponto final nessa escala vergonhosa que é a 6 X 1, que no século 21 se tornou essa escravidão moderna", pontuou o Deputado.
A próxima etapa crucial para a Proposta de Emenda à Constituição está agendada para o dia 26 de maio: a votação no plenário da comissão especial. "Nós vamos votar no plenário da nossa comissão especial no dia 26 de maio. Histórico", antecipou o Deputado, indicando a importância deste momento para o avanço da PEC no Congresso.
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