DEBATE ACESSO

Zema defende que crianças possam trabalhar no Brasil

Romeu Zema, pré-candidato à Presidência, em foto de reprodução.
Pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo) — Foto: Reprodução

Pré-candidato à Presidência defende mudança na legislação e cita vivência pessoal de trabalho precoce.

O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, defendeu a mudança na legislação brasileira para permitir o trabalho de crianças no país. A declaração, feita nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, durante entrevista a um podcast, reacendeu o debate sobre os direitos infantis e o futuro da dignidade dos jovens brasileiros.

Atualmente, a lei brasileira proíbe o trabalho infantil para menores de 16 anos, com exceção da atuação como aprendiz a partir dos 14 anos, sob regras específicas que visam proteger o desenvolvimento educacional e físico dos adolescentes.

Durante sua participação no podcast "Inteligência Ltda", transmitido ao vivo no Dia do Trabalhador, Zema comparou a realidade brasileira com a de outros países. "Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe lá não sei quantos centavos por cada jornal entregue, no tempo que tem. Aqui é proibido, né? Você tá escravizando criança. Então é lamentável. Mas tenho certeza que nós vamos mudar", afirmou o político.

O ex-governador de Minas Gerais compartilhou sua experiência pessoal, relatando que começou a ajudar seu pai na venda de peças automotivas aos 5 anos e tirou a Carteira de Trabalho aos 14. "Eu trabalho desde que eu aprendi a contar", disse Zema, sugerindo que o trabalho precoce não o prejudicou.

Para o representante do Novo, a proibição atual é uma imposição ideológica. "A esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança", criticou, reforçando sua visão de que o envolvimento infantil em atividades laborais é benéfico.

Zema reconheceu a importância da educação, afirmando que estudar deve ser a prioridade das crianças. Contudo, ele ponderou que elas "podem ajudar com questões simples, com questões ao alcance delas" por meio do trabalho. Essa perspectiva, contudo, contrasta com os princípios de proteção integral à criança e ao adolescente, que priorizam o bem-estar, a educação e o lazer para um desenvolvimento saudável e digno.

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