CÚPULA DO G7
Zelensky busca convencer Trump na Cúpula do G7 sobre defensiva da Rússia
Presidente da Ucrânia tenta mostrar avanços contra Moscou e obter apoio mais robusto, enquanto líderes europeus alertam sobre acordo com Irã.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, chegou à Cúpula do G7 nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, com o objetivo de apresentar sinais de melhora na guerra contra a Rússia e convencer o líder americano Donald Trump a intensificar o apoio internacional ao seu país. A presença de Zelensky na reunião, sediada na França pelo presidente Emmanuel Macron em Évian-les-Bains, ocorre em um momento crucial do conflito.
Trump, que chegou à França na segunda-feira, 15 de junho, demonstrou otimismo com um acordo preliminar para encerrar o conflito com o Irã, com assinatura prevista para sexta-feira, 19 de junho. Ele indicou que agora dedicaria sua atenção à Ucrânia, afirmando que tanto Zelensky quanto o presidente russo Putin sinalizaram abertura para um acordo. "Tivemos uma conversa muito boa ontem com o presidente Zelensky e o presidente Putin, e acho que talvez possamos fazer algo a respeito. Realmente acho. Acredito que ambos estão abertos a isso.", declarou.
Diplomatas europeus compartilham a esperança de que Trump mude sua percepção sobre os termos de um acordo, argumentando que a Rússia encontra-se agora em uma posição defensiva, evidenciada por incursões de drones em seu território. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou que a Ucrânia está ganhando terreno e que a economia de guerra russa "nunca esteve tão frágil".
Zelensky participou da sessão dedicada à "Construção da paz na Ucrânia" e pode ter encontros bilaterais com Trump e outros líderes do G7. O presidente ucraniano tem buscado um novo impulso nas negociações e um papel mais proeminente da Europa. Ele mencionou ter se oferecido para encontrar Putin na Cúpula do G7, mas que o líder russo não estaria pronto para negociações de paz.
Paralelamente, líderes europeus pretendem alertar Trump sobre os riscos de um acordo superficial com o Irã, que poderia consolidar os programas nucleares e de mísseis balísticos de Teerã. Macron enfatizou a necessidade de um "acordo sólido e sério que seja finalizado". A pauta do almoço de trabalho desta terça-feira incluirá a segurança do Estreito de Ormuz, com possibilidade de uma missão marítima liderada por Franco-Britânicos.
O G7 também analisará alternativas para contornar a hidrovia, parcialmente fechada pelo Irã após um ataque dos EUA e Israel no final de fevereiro. Trump afirmou que o estreito estaria "completamente aberto" na sexta-feira, 19 de junho. Representantes dos Emirados Árabes Unidos, Catar e Egito participarão das discussões, focando em suas expectativas, sem aprofundar o programa nuclear iraniano.
O acordo provisório com o Irã prevê uma janela de 60 dias para negociações técnicas complexas sobre o estoque de urânio e o levantamento de sanções. No entanto, aliados europeus temem que uma equipe de negociação americana inexperiente possa não garantir um acordo nuclear robusto ou abordar o programa de mísseis balísticos, gerando um impasse prolongado. França, Reino Unido e Alemanha buscam recuperar um papel de destaque nas negociações, após terem sido marginalizadas.
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