UCRÂNIA BUSCA PAZ

Zelensky aceita proposta de Lula para negociar paz com a Rússia

Presidentes Volodymyr Zelensky e Luiz Inácio Lula da Silva discutindo diplomacia.
Presidentes Volodymyr Zelensky e Luiz Inácio Lula da Silva em encontro recente.

Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky concorda em explorar ideias apresentadas por Luiz Inácio Lula da Silva para dialogar com a Rússia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, aceitou uma proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para auxiliar nas negociações de um acordo de paz com a Rússia. A decisão foi comunicada nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, por um assessor presidencial ucraniano, e sinaliza uma abertura diplomática em meio ao prolongado conflito.

O encontro entre Zelensky e Lula ocorreu às margens da cúpula do G7, realizada na cidade francesa de Évian-les-Bains na quarta-feira, 17 de junho de 2026. Durante a conversa, o líder ucraniano reforçou o apelo aos aliados para intensificarem a pressão sobre a Rússia, buscando o fim da guerra, que já ultrapassa quatro anos de duração.

Para reativar a diplomacia, os líderes discutiram caminhos possíveis. O presidente Lula apresentou diversas sugestões, incluindo a ampliação de contatos com os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. A informação foi divulgada pelo assessor de comunicação presidencial da Ucrânia, Dmytro Lytvyn, a jornalistas.

"Eles concordaram que, em particular, com base nessas ideias e contatos, tentariam alcançar algo e, posteriormente, discutiriam o assunto com base nos resultados", explicou Lytvyn, indicando um plano de ação conjunto para futuras conversas.

A Ucrânia mantém fortes laços diplomáticos com Estados Unidos, França e Reino Unido, nações que integram o Conselho de Segurança. Os outros membros do órgão são Rússia e China. Essa articulação busca criar pontes para o diálogo, considerando os membros com influência direta no conflito.

Uma iniciativa de mediação, previamente apoiada pelos EUA, enfrentou estagnação no início deste ano. A dificuldade residiu na insistência da Rússia em obter novas concessões territoriais da Ucrânia, um ponto que Kiev rejeita categoricamente, demonstrando a complexidade de qualquer avanço.

Anteriormente, Zelensky havia solicitado ao presidente Donald Trump a retomada dos esforços de mediação e a organização de um encontro presencial com Vladimir Putin. No entanto, o líder russo descartou tal possibilidade, evidenciando as barreiras existentes para o diálogo direto.

Após a reunião do G7, Lula comentou que, em momentos anteriores, Zelensky não demonstrava interesse em suas propostas de esforços diplomáticos para a paz. Contudo, a atual aceitação sugere uma mudança de cenário e uma maior disposição para explorar vias pacíficas.

O presidente Lula informou em coletiva de imprensa que já havia dialogado com os líderes de todos os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. Ele reiterou a intenção de continuar esses contatos para buscar soluções para o conflito.

A Ucrânia tem intensificado os esforços para revitalizar a diplomacia. Essa movimentação ocorre em um contexto onde as negociações de paz mediadas pelos EUA se encontram estagnadas, agravadas pela guerra em andamento, que também envolve o Irã. A busca por novas abordagens diplomáticas torna-se, portanto, crucial para a estabilização da região.

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