DRAMA E RESILIÊNCIA

Voluntários lideram resgates em escola de Cali após terremoto na Colômbia

Cenário de destruição em Cali após terremoto, com foco na escola Nuevo Edén.
Kelly Díaz, voluntária nos resgates em escola de Cali.

Psicóloga narra o resgate de vítimas na escola Nuevo Edén e reforça a importância do apoio da população em áreas onde equipes oficiais ainda não chegaram.

O voluntariado civil assumiu o protagonismo no socorro às vítimas da escola Nuevo Edén, localizada no sul de Cali, na Colômbia, após o violento terremoto que atingiu o país. A decisão de atuar diretamente no resgate foi tomada por pais e moradores diante da demora na chegada de ambulâncias e equipes de emergência, permitindo o salvamento de crianças feridas e a retirada de corpos dos escombros.

A tragédia na unidade escolar, ocorrida na segunda-feira (10/08), é marcada pelo relato da psicóloga Kelly Díaz. Ao sentir o tremor, ela retornou à escola onde sua filha estuda e encontrou o prédio parcialmente colapsado. Com treinamento em primeiros socorros, ela se tornou linha de frente no atendimento aos alunos soterrados. Em um dos casos mais críticos, Díaz prestou socorro à melhor amiga de sua filha, uma menina de 10 anos, que veio a falecer em seus braços após sofrer traumatismo craniano.

O impacto do desastre na estrutura social de Cali é profundo. Segundo o prefeito Alejandro Éder, os registros até quarta-feira (12/08) confirmam 74 mortos e 150 desaparecidos na cidade, com pelo menos 265 óbitos contabilizados em todo o território nacional. A situação na capital do Valle del Cauca é crítica, com dezenas de edifícios colapsados.

Díaz descreve o cenário como devastador e enfatiza que a ação dos voluntários foi a única alternativa imediata. 'Se tivéssemos esperado pelas ambulâncias, teríamos ficado lá até o amanhecer', relata. O esforço é compartilhado por cidadãos como Juan A. Carabalí, que se deslocou de Suárez para auxiliar nas buscas.

As operações de busca seguem ativas, com foco redobrado durante a madrugada, quando o silêncio facilita a detecção de sinais vitais. A mobilização espontânea reforça a máxima citada pela psicóloga: 'É o povo que salva o povo', destacando a solidariedade como resposta essencial à magnitude do trauma enfrentado pelas famílias.

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