COOPERAÇÃO INTERNACIONAL HUMANITÁRIA

Colômbia busca auxílio internacional para intensificar resgates após terremoto

Equipes de resgate em operação de busca sob escombros após terremoto na Colômbia.
Equipes de resgate trabalham em área afetada por terremoto na Colômbia.

Governo solicita suporte técnico de quatro nações para reforçar operações de busca e resgate; período crítico para sobreviventes se esgota.

O governo da Colômbia formalizou um pedido de assistência a equipes de resgate especializadas de quatro países para ampliar a resposta ao forte terremoto que atingiu o território no início da semana. A medida, comunicada nesta quarta-feira (12), visa garantir a eficiência nas operações de busca, priorizando profissionais com certificações internacionais rigorosas para evitar o esgotamento dos recursos locais.

David Tamayo, diretor da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD), justificou a seleção dos Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel com base no rigor técnico exigido para o cenário de catástrofe. A decisão, tomada com o intuito de salvar vidas diante da complexidade da tragédia, reflete a necessidade de expertise avançada para navegar entre escombros e garantir a segurança tanto dos sobreviventes quanto dos socorristas.

Enquanto a logística de ajuda se intensifica, o ministro das Relações Exteriores, Omar Bula, garantiu que o país mantém diálogo aberto para receber assistência humanitária, refutando informações de que ofertas estariam sendo recusadas. Voos com suprimentos essenciais, procedentes de El Salvador e do México, já aterrissaram em território colombiano.

A situação é descrita como urgente pelas autoridades locais. O prefeito de Cali, Alejandro Eder, alertou nesta quarta-feira que o cronômetro joga contra as equipes, já que o limite de 72 horas — janela considerada vital para a localização de vítimas com vida sob os escombros — está prestes a encerrar. Segundo Abelardo de La Espriella, cerca de 500 pessoas permanecem desaparecidas, em um cenário que já contabiliza pelo menos 265 mortes e mais de 3 mil feridos.

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