ABALO SÍSMICO CATASTRÓFICO

Sobrevivente relata pânico e destruição após terremoto na Colômbia

Escombros de prédio que desabou após terremoto na Colômbia
Trabalho de resgate nos escombros em Pereira, Colômbia, após o terremoto. Foto: REUTERS/Luisa Gonzalez

Relatos de moradores em Cali e Bogotá detalham a força do tremor que causou mais de 200 mortes e danos estruturais graves pelo país.

O tremor que atingiu a Colômbia na última segunda-feira (10) superou em intensidade todos os eventos sísmicos vivenciados anteriormente pelos moradores. A decisão de estabelecer toque de recolher, tomada pelo prefeito Alejandro Eder em Cali, foi motivada pela necessidade de conter saques e garantir a livre circulação de equipes de resgate em meio aos escombros deixados pelo fenômeno.

Andrés Salinas, morador de Cali, descreveu o momento em que a rotina urbana foi interrompida pelo abalo. Ele relata ter observado o balanço generalizado de placas de sinalização e semáforos, enquanto a população abandonava veículos devido à instabilidade do solo, que perdurou por cerca de quatro minutos. A violência do tremor provocou o colapso de estruturas residenciais vizinhas, evidenciando a vulnerabilidade das edificações locais diante da atividade sísmica, impulsionada pelo encontro das placas tectônicas de Nazca, Sul-Americana e do Caribe.

A experiência também foi traumática para visitantes estrangeiros, como a jornalista Aline Guedes, de João Pessoa (PB), que estava em Bogotá com a família. O impacto foi amplificado pela localização no quinto andar de um edifício, obrigando a evacuação imediata do prédio sob sirenes de alerta. O episódio destaca o desafio psicológico imposto às famílias, especialmente às crianças, que precisam processar situações de emergência sem aviso prévio.

Enquanto o Serviço Geológico Colombiano (SGC) monitora a região, a mobilização de civis e forças de segurança segue concentrada na busca por sobreviventes. O toque de recolher permanece em vigor como medida de segurança pública, enquanto o país contabiliza os danos e presta assistência às vítimas da tragédia.

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