INVESTIGAÇÃO SOBRE OMISSÃO
Viúva de homem que morreu em Catalão busca respostas após espera por socorro
Keila Silva relata a angústia de não conseguir assistir aos vídeos dos últimos momentos do marido, Rafael Vinicius Silva de Souza, e pede apuração das autoridades.
A família de Rafael Vinicius Silva de Souza, de 35 anos, busca entender as circunstâncias que levaram à morte do caldeireiro, que faleceu após aguardar socorro médico por duas horas. O episódio, que gerou comoção e indignação, ocorreu na noite do dia 20 de julho em Catalão, no sudeste de Goiás.
Keila Silva, enfermeira e companheira da vítima há oito anos, enfrenta o trauma de ter perdido o esposo e pai exemplar de sua filha de cinco anos. Em relato sensível, ela confessa a impossibilidade de assistir às gravações das câmeras de segurança que mostram Rafael pedindo ajuda, de porta em porta, na vizinhança.
O caso ganhou repercussão nacional devido ao relato de moradores sobre a demora no atendimento. Segundo testemunhos, diversas tentativas de contato com o Corpo de Bombeiros foram feitas, mas a ambulância demorou duas horas para chegar ao local. Keila aponta a falta de suporte do poder público e clama por uma investigação rigorosa sobre a falha no socorro.
Enquanto busca apoio psicológico para a filha, que ainda questiona o paradeiro do pai, a viúva recorda a natureza solidária de Rafael. "A vida toda ele ajudou as pessoas. E no dia que ele mais precisou, ninguém estendeu a mão", desabafou.
O Ministério Público de Goiás, por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Catalão, instaurou procedimento para apurar a conduta dos órgãos de atendimento de urgência. O MPGO solicitou informações ao Corpo de Bombeiros e ao Samu de Catalão e aguarda os dados para definir o encaminhamento legal do caso.
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