TRAGÉDIA E DESUMANIDADE
Vigilante em coma após atropelamento e roubo no Rio
James Borgneth Abintes Silva foi atingido na Zona Norte e, inconsciente, teve pertences levados. Motorista foi liberado.
Um vigilante de 33 anos, James Borgneth Abintes Silva, enfrenta um coma induzido no Hospital Estadual Getúlio Vargas após ser brutalmente atropelado por um veículo em alta velocidade, que avançou o sinal vermelho, na Avenida Monsenhor Félix, na Zona Norte do Rio, em 3 de maio. O incidente, que já seria dramático por si só, ganhou contornos ainda mais desumanos com o relato de que o homem, inconsciente e à espera de socorro, teve seus pertences roubados por transeuntes, revelando uma chocante falha de solidariedade humana.
James seguia para o trabalho quando foi atingido pelo carro. Testemunhas afirmam que o condutor dirigia em alta velocidade e desrespeitou a sinalização. Relatos também indicam que o motorista não possuía carteira de habilitação, adicionando uma camada de irresponsabilidade à tragédia.
Após o atropelamento, James foi socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, onde precisou passar por uma delicada cirurgia. Desde então, ele permanece em coma com traumatismo craniano, e seu estado de saúde é considerado grave, mantendo a família em constante apreensão.
"Ele simplesmente avançou o sinal e atingiu meu primo, que estava começando a atravessar a rua", desabafou Vania da Silva, prima de James. "Agora, ele está com traumatismo craniano e permanece em coma desde então. Pessoas que se aproximaram para ver o que havia acontecido acabaram furtando seus pertences. Levaram tudo, inclusive os documentos. Ele deu entrada no hospital como um homem branco de cerca de 35 anos, desacordado, e está lá até hoje."
A dor de ver um ente querido lutando pela vida é agravada pela sensação de impunidade e pela crueldade da situação. A família de James vive dias de angústia e incerteza, tendo que percorrer diversos hospitais até localizá-lo internado, já que seus documentos foram roubados. A dignidade de James foi duplamente ferida: primeiro pela imprudência no trânsito, depois pela indiferença e o crime de quem deveria ter oferecido ajuda.
O motorista envolvido no acidente foi levado à delegacia, onde prestou depoimento e, em seguida, foi liberado. O caso foi registrado como lesão corporal culposa, que caracteriza a ausência de intenção de matar, e segue sob investigação. A família clama por justiça e por uma apuração rigorosa para que os responsáveis pelos atos não fiquem impunes.
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