COOPERAÇÃO INTERNACIONAL PÓS-DESASTRE
Venezuela e Israel iniciam parceria estratégica para reconstrução após terremotos
Mesmo sem laços diplomáticos formais, delegação israelense lidera plano de recuperação estrutural aprovado por Delcy Rodríguez
A Venezuela iniciou a execução de um plano nacional de recuperação estrutural em parceria com Israel, visando reerguer o país após uma série de terremotos devastadores ocorridos no final de junho. A medida foi confirmada pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) nesta segunda-feira, 13/07/2026, destacando que a colaboração técnica foi aprovada pelo governo venezuelano para mitigar os danos humanos e materiais causados pelos tremores.
O suporte internacional tornou-se urgente diante do saldo trágico dos sismos: 4.490 mortes registradas, além de 16.740 pessoas feridas e 17.907 desabrigadas. Especialistas do Comando da Frente Doméstica de Israel estão em solo venezuelano desde o início de julho, realizando avaliações de engenharia em 856 edifícios afetados e conduzindo vistorias técnicas em 190 instalações que colapsaram completamente.
Impacto humanitário e técnico
Segundo as FDI, o plano de reconstrução foi validado pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e pelo Ministro da Infraestrutura local. A missão foca na segurança estrutural de edificações habitacionais e na estabilização de áreas críticas, atendendo a mais de 32.401 pacientes em postos de assistência montados na região.
A colaboração ocorre em um cenário de redirecionamento político. No sábado, 11/07/2026, a gestão de Delcy Rodríguez declinou formalmente uma oferta da Colômbia para liderar a reconstrução, sinalizando uma mudança de prioridades diplomáticas que se distancia do legado de Hugo Chávez, que rompeu laços com Israel em 2009.
A nova política externa venezuelana, consolidada após a captura de Nicolás Maduro em janeiro, mostra um alinhamento crescente com Washington. Analistas apontam que a presença de técnicos israelenses e o interesse de gigantes do setor petrolífero dos EUA na região refletem a influência direta de atores como o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na atual condução administrativa do país.
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