COMÉRCIO VAREJISTA CAI
Varejo recua 1,5% em abril, puxado por queda em combustíveis, aponta IBGE
A queda de 1,5% nas vendas em abril de 2026 foi influenciada principalmente pelo setor de combustíveis e lubrificantes. Dados são da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.
O volume de vendas do comércio varejista no Brasil registrou um recuo de 1,5% em abril de 2026, comparado ao mês anterior. A divulgação ocorreu nesta terça-feira, 16 de junho, com base nos dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento das vendas no varejo foi de 1,5%.
O setor de combustíveis e lubrificantes apresentou a maior retração, com uma queda de 6,2% nas vendas. Este desempenho está atrelado à volatilidade dos preços, influenciada pela escalada do petróleo, em decorrência do conflito no Oriente Médio, e pelas ações governamentais para estabilizar os valores.
A PMC, iniciada em janeiro de 1995, fornece indicadores essenciais sobre o comportamento conjuntural do comércio varejista nacional. A pesquisa acompanha a receita bruta de revenda em empresas formais com 20 ou mais funcionários, focando na atividade principal de comércio varejista.
Em março de 2026, o varejo havia registrado uma alta de 0,7%. Cristiano Santos, gerente da PMC, explicou que a queda em abril ocorre após uma sequência de resultados positivos. "Os três primeiros meses, na margem, tiveram um crescimento significativo, a ponto de elevar o patamar do comércio para o nível histórico recorde. Assim, há um efeito de base, quando uma variação positiva a mais é de menor suscetibilidade", afirmou.
Das oito atividades pesquisadas no comércio varejista, cinco registraram resultados negativos em abril. A expansão foi limitada aos segmentos de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (com alta de 1,3%) e livros, jornais, revistas e papelaria (com avanço de 1,1%).
Desempenho dos Setores em Abril de 2026:
Comércio Varejista Ampliado
O comércio varejista ampliado, que engloba veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, apresentou uma retração de 0,7% em abril, em comparação com março. Na comparação com abril de 2025, houve alta de 1,4%. Em 12 meses, o varejo ampliado acumula um avanço de 0,2%.
Veículos e motos, partes e peças retraíram 0,7%, enquanto material de construção caiu 3,6%. O setor de atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo não teve dados divulgados para essa comparação devido à falta de meses suficientes para o ajuste sazonal, segundo o IBGE.
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