RETRAÇÃO CONTROLADA

Varejo do RN registra menor retração do país em abril, apesar de queda pontual

Fachada de loja com consumidores
Comércio varejista do Rio Grande do Norte apresentou leve desaceleração em abril.

Em abril, o comércio potiguar recuou 0,1% na comparação mensal, mas se destaca como a menor queda entre os Estados brasileiros. Na comparação anual, o crescimento foi de 4,8%.

O comércio varejista do Rio Grande do Norte apresentou uma leve desaceleração em abril, acompanhando um movimento nacional. Contudo, o desempenho do Estado se destacou positivamente ao registrar a menor retração entre as 27 unidades da federação quando comparado a março. Essa informação foi divulgada nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). Na série com ajuste sazonal, o volume de vendas do varejo potiguar recuou 0,1%. Embora o resultado seja negativo, ele se manteve superior à média nacional, que indicou uma queda de 1,5% no mesmo período. O desempenho do Rio Grande do Norte foi o melhor entre os nove Estados nordestinos, que também registraram retrações nas vendas. A desaceleração ocorre após um primeiro trimestre marcado por crescimento consistente do consumo. Segundo Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal do Comércio, a queda nacional reflete, em parte, a dificuldade em manter o ritmo elevado dos meses anteriores, que haviam atingido patamares históricos. O resultado nacional foi impactado principalmente pelo segmento de combustíveis e lubrificantes. No entanto, indicadores de médio prazo revelam um cenário mais favorável. Na comparação com abril de 2025, o volume de vendas do varejo potiguar cresceu 4,8%, posicionando o Estado na quarta colocação nacional. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o avanço foi de 6%, também o quarto melhor resultado do País. Esses números sugerem que o consumo das famílias continua sustentando a atividade comercial no Estado, mesmo diante de juros elevados e crédito restritivo. O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, registrou crescimento de 0,6% entre março e abril, o segundo melhor do Nordeste. Em relação a abril do ano passado, o comércio ampliado do Rio Grande do Norte avançou 5,4%, e no acumulado de 2026, o crescimento foi de 4,2% em comparação com o mesmo período de 2025. A diferença entre os indicadores aponta que segmentos ligados a bens duráveis e ao mercado automotivo compensam a desaceleração em outras áreas do varejo. O Rio Grande do Norte mantém uma trajetória de crescimento acima da média nacional em 2026, com seu comércio se destacando em termos de expansão acumulada. A Pesquisa Mensal do Comércio é uma referência fundamental para o acompanhamento da atividade econômica, servindo de base para análises e formulação de políticas. Para os próximos meses, a trajetória dos juros, emprego, renda e crédito serão cruciais para avaliar a sustentabilidade do crescimento. Por ora, os dados de abril indicam que, apesar da desaceleração, o Estado demonstra maior resiliência que a maioria do País.

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