SUCESSÃO NA CASA BRANCA

Vance e Rubio protagonizam disputa silenciosa pela sucessão de Trump em 2028

Foto oficial do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio.
O vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio em ato oficial na Casa Branca.

Enquanto o vice-presidente J.D. Vance enfrenta desgastes políticos, o secretário de Estado Marco Rubio consolida sua influência na administração Trump.

A corrida pela indicação do Partido Republicano para as eleições de 2028 já movimenta os bastidores da política nos Estados Unidos. Nesta segunda-feira, 20/07/2026, a análise das trajetórias do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio revela uma disputa acirrada pelo legado de Donald Trump, que até o momento evita oficializar um sucessor.

O perfil dos postulantes

J.D. Vance, natural de Ohio e autor da obra "Era uma vez um sonho", emergiu como o rosto da geração mais jovem do movimento MAGA. Entretanto, a gestão do vice-presidente tem enfrentado turbulências. Missões diplomáticas recentes, como as negociações com o Irã e uma viagem estratégica à Hungria para encontrar Viktor Orbán, não entregaram os resultados esperados pela ala conservadora. A exposição a temas sensíveis, incluindo pautas religiosas, também tem gerado críticas.

Em contraponto, Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, tem ampliado seu capital político ao liderar a diplomacia do país. Com atuações em crises na Venezuela e mediações após tensões comerciais com o Brasil, o secretário de Estado passou a ser visto como um nome mais pragmático. Esse movimento atraiu o apoio de figuras influentes, como o bilionário Ken Griffin, que sinalizou preferência por Rubio em detrimento de Vance.

Números e divisões internas

As pesquisas de intenção de voto desenham um cenário de equilíbrio técnico. Um levantamento do Emerson College, divulgado em maio de 2026, mostra Vance com 36% e Rubio com 35% nas primárias. Embora Vance ainda mantenha uma base sólida entre os entusiastas do "Make America Great Again", sua taxa de rejeição, que chega a 53% segundo dados da Reuters/Ipsos de junho de 2026, impõe um desafio para sua viabilidade em eleições gerais.

Diante do crescente racha interno entre a ala pragmática e a base ideológica do partido, a Casa Branca tem tentado apaziguar a relação entre os dois nomes. Em abril de 2026, a porta-voz Anna Kelly reforçou que Donald Trump mantém confiança plena em ambos, classificando-os como vozes fundamentais para a atual administração.

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