PRODUTIVIDADE NO CAMPO

Usinas do Nordeste registram ganho de produtividade com gotejamento

Canavial irrigado por sistema de gotejamento subsuperficial no Nordeste.
Tecnologia de gotejamento subsuperficial garante maior eficiência hídrica no cultivo de cana-de-açúcar.

Tecnologia de irrigação subsuperficial permite que unidades em Alagoas, Pernambuco e Paraíba alcancem resultados superiores mesmo diante de secas.

Usinas de cana-de-açúcar do Nordeste alcançaram um salto de produtividade de até 92,8% ao implementar a SDI, sistema de irrigação por gotejamento subsuperficial. Os dados foram apresentados durante o Painel STAB, evento técnico promovido pela STAB (Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil) realizado em 2026, com compilação da Netafim.

A adoção da tecnologia surge como uma resposta estratégica ao severo déficit hídrico que afeta a região. Em um cenário de incertezas climáticas, a precisão na entrega de água e nutrientes diretamente à raiz da planta tem garantido a sustentabilidade econômica e a longevidade dos canaviais em cerca de 75 unidades produtoras.

Resultados consolidados em campo

Diferentes unidades relataram melhorias estruturais em suas operações. Na Usina Petribu (PE), o ganho acumulado em 17 safras chegou a 92,8% em áreas com gotejamento. Já a Usina Porto Rico (AL) reportou um incremento de 36% na produtividade em quatro anos, o que, na prática, evita a necessidade de expansão territorial ao equivaler ao ganho de 846 hectares adicionais.

A Usina Japungu (PB) destacou a resiliência do sistema: mesmo ocupando apenas 35% da área total, o gotejamento foi responsável por 50% da produção própria na safra mais recente. Além disso, a automação com telemetria permitiu identificar 500 anomalias preventivamente, otimizando a mão de obra.

Para Thomas Silva, da Netafim, o impacto vai além do volume colhido. "Com a fertirrigação de precisão, reduzimos perdas por evaporação e garantimos uniformidade ao desenvolvimento da cultura", afirma. A Usina Caeté (AL) e a Usina Olho d’Água (PE) também confirmaram a eficácia, com aumentos expressivos na tonelagem por hectare e no teor de ATR (açúcar total recuperado), provando que a tecnologia é um pilar de estabilidade para o setor sucroenergético brasileiro.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário