TENSÃO COMERCIAL GLOBAL
União Europeia cobra cumprimento de acordo comercial após novas tarifas de Trump
Bloco europeu exige que Estados Unidos honrem compromissos firmados, enquanto Washington impõe novas sobretaxas alegando combate ao trabalho forçado.
A União Europeia (UE) espera que os Estados Unidos cumpram integralmente o acordo comercial vigente entre as partes. A posição foi reafirmada pela Comissão Europeia nesta sexta-feira (24), em resposta ao anúncio do governo de Donald Trump sobre novas tarifas aplicadas a produtos importados, sob a justificativa de combater o trabalho forçado nas cadeias produtivas globais.
O impacto dessas decisões transcende a diplomacia, afetando diretamente a previsibilidade econômica de empresas que dependem dessas trocas. Enquanto o bloco europeu reforça que já cumpriu os compromissos estabelecidos, a medida americana gera incertezas para o Brasil e outros parceiros, elevando a carga tarifária em itens específicos para até 37,5%.
As tratativas, iniciadas após um encontro em um campo de golfe de Trump na Escócia, resultaram em um compromisso que envolvia a eliminação de tarifas sobre produtos industriais e maior acesso agrícola. A cobrança atual ocorre mesmo após o Parlamento Europeu ter aprovado, em 16 de junho, a redução de tarifas para diversos produtos americanos.
Por outro lado, o Reino Unido declarou que suas relações comerciais com Washington permanecem inalteradas, mantendo tarifas zero para setores como whisky e tecnologia médica. O governo britânico ressaltou que segue adotando protocolos internos rigorosos contra o trabalho forçado.
A nova política tarifária dos EUA fundamenta-se em investigações do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Contudo, a estratégia enfrenta ceticismo. Dados da fundação Walk Free apontam que os próprios Estados Unidos lideram o ranking de importações com risco de trabalho forçado, movimentando US$ 169,6 bilhões anuais, enquanto especialistas questionam a falta de evidências concretas nas acusações contra parceiros como o Brasil.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário