NOVO PASSO REPRESÁLIA

União Europeia anuncia 21º pacote de sanções contra a Rússia, focando em energia, finanças e militares

Bandeiras da União Europeia tremulam ao vento em frente ao Berlaymont, a sede da Comissão da União Europeia.
Bandeiras da União Europeia tremulam em frente ao Berlaymont, sede da Comissão Europeia.

Medidas incluem restrições a navios petroleiros, bancos, criptomoedas e entrada de militares russos. Decisão ainda aguarda aprovação do Conselho da União Europeia.

A União Europeia (UE) apresentou nesta terça-feira, 09/06/2026, seu 21º pacote de sanções contra a Rússia, visando principalmente os setores de energia e comércio, além de instituições financeiras. A decisão foi comunicada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e representa um reforço nas medidas de pressão contra o país em meio ao conflito na Ucrânia. A iniciativa é crucial para o esforço de isolamento econômico da Rússia, com o objetivo de minar sua capacidade de financiar a guerra e proteger a estabilidade econômica dos países membros.

O novo conjunto de restrições visa incluir mais 30 navios petroleiros russos, ou ligados ao setor, na lista de entidades sancionadas. Adicionalmente, a UE propõe expandir as proibições de transações financeiras, abrangendo outros 31 bancos russos, 20 bancos e empresas de criptomoedas, além de negociadores de petróleo com vínculos a entidades ou indivíduos já sob sanção.

Uma das medidas mais significativas prevê impedir a entrada de militares russos que serviram às Forças Armadas da Rússia desde 2022 no território dos países membros da UE. Esta ação busca atingir indivíduos diretamente envolvidos no conflito e limitar sua mobilidade e influência no bloco.

O pacote também detalha restrições à importação de produtos do setor de pescas da Rússia para a UE, bem como à exportação de metais e ligas metálicas. Essas medidas visam reduzir as receitas russas e dificultar o acesso a materiais estratégicos.

Para que as novas sanções entrem em vigor, elas ainda precisam ser formalmente aprovadas pelo Conselho da União Europeia, o órgão decisório do bloco. A expectativa é de que a decisão seja ratificada para consolidar o posicionamento da UE.

Este anúncio ocorre um dia após a UE ter liberado um pacote de ajuda no valor de 2,8 bilhões de euros para a recuperação da Ucrânia, demonstrando o compromisso contínuo do bloco em apoiar o país liderado por Volodymyr Zelensky.

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