CRISSE GLOBAL EDUCACIONAL
Unesco alerta que 113 países investem mais em dívidas do que em educação
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura defende a conversão de dívidas em projetos escolares para evitar o colapso do ensino.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) instou governos e credores internacionais a ampliar as trocas de dívida por investimento em educação para enfrentar uma crise crescente no financiamento do setor. A decisão foi formalizada durante uma cúpula global realizada em Paris na sexta-feira, 10/07/2026, com o objetivo de reverter um cenário em que 113 países gastam atualmente mais com o serviço da dívida do que com a formação básica de suas populações.
Esse desequilíbrio orçamentário compromete diretamente a dignidade de milhões de estudantes, privando-os de infraestrutura básica e formação docente adequada. A estratégia proposta permite que nações altamente endividadas refinanciem ou recomprem obrigações financeiras onerosas, redirecionando a economia gerada para a expansão do sistema escolar.
O Banco Mundial já iniciou o suporte a essas iniciativas. Históricos de sucesso reforçam a viabilidade da medida: um acordo de 2023 com a França permitiu que a Costa do Marfim construísse mais de 30 escolas, enquanto uma parceria entre a Espanha e o Peru viabilizou 50 projetos educacionais ao longo de uma década.
Dados do Relatório Global de Monitoramento da Educação trazem um alerta urgente sobre a viabilidade econômica do ensino. Em nações de baixa renda, o peso dos pagamentos da dívida é quase quatro vezes superior aos gastos com educação. Em 18 países, essa disparidade chega a ser cinco vezes maior. As projeções indicam que a ajuda global ao setor poderá recuar até 30% entre 2023 e 2027, após uma queda de 8% registrada em 2024.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário