ACERVO FUNDIÁRIO RN

UFRN digitaliza acervo fundiário do Rio Grande do Norte para análises históricas e sociais

Pesquisadores trabalhando em documentos antigos e equipamentos de digitalização em um laboratório.
Pesquisadores da UFRN iniciam digitalização de documentos históricos sobre terras no Rio Grande do Norte.

Projeto inédito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte vai catalogar 50 livros entre 1938 e 1983. Iniciativa visa mapear ocupação e transferência de terras no estado.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) deu início a um projeto ambicioso para digitalizar e catalogar documentos históricos essenciais sobre a posse de terras no estado. A iniciativa, liderada por pesquisadores da instituição, visa criar um banco de dados abrangente que permitirá análises profundas sobre o processo de ocupação, acesso e transferência de terras no Rio Grande do Norte ao longo de décadas.

O acervo, que compreende cerca de 50 livros com registros de doações, vendas e contratos de aforamento, abrange um período crucial entre 1938 e 1983. Nesta etapa inicial, a equipe concentra esforços na digitalização e conservação de 25 livros de aforamento e outros 25 livros de doação, garantindo a preservação desses registros históricos para as futuras gerações.

A iniciativa é conduzida pelo Laboratório de Experimentação em História Social (LEHS), sob a coordenação da professora Carmen Alveal, em colaboração com as professoras Patrícia Macedo, do Departamento de Ciência da Informação, e Cinne Rozendo, do Departamento de Ciências Sociais. A importância desta pesquisa reside na sua capacidade de iluminar a História Agrária, as políticas fundiárias e os critérios adotados pelo governo estadual em doações de terras, além de fomentar estudos mais amplos sobre a questão fundiária em todo o Brasil.

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte (Sedraf-RN), guardiã do acervo, apoia o projeto. A documentação foi localizada após uma investigação do LEHS que identificou a carência de um órgão específico para terras no estado, levando os pesquisadores a buscarem registros do século XX junto à secretaria.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário