UNIVERSIDADE REAGE A ESCÂNDALO

UFMT afasta segundo estudante investigado por lista de "estupráveis"

Policial suspeito de envolvimento em lista "estupráveis" é visto em câmeras de segurança da UFMT.
Câmeras da universidade mostram o suspeito caminhando pelos corredores da UFMT.

Segundo aluno de Engenharia Civil é afastado após suposta criação de ranking de alunas. Ministério Público exige providências internas da UFMT.

Um segundo estudante da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), desta vez do curso de Engenharia Civil, foi afastado da instituição. A decisão, anunciada nesta quarta-feira, 20/05/2026, ocorre em meio a investigações sobre a suposta criação de uma lista que classificava alunas como "estupráveis". O caso impacta a segurança e a dignidade dentro do campus, gerando apreensão entre estudantes e familiares.

A investigação policial avança com o afastamento do segundo aluno. A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) confirmou a medida, que se soma à já tomada contra um estudante de Direito no início de maio. A comunidade acadêmica teme pela segurança e exige respostas concretas sobre como tais práticas foram permitidas e quais os mecanismos de proteção às vítimas.

Câmeras da universidade mostram o suspeito caminhando pelos corredores da UFMT

Imagens de câmeras de segurança registraram o estudante investigado circulando pelos corredores da UFMT. A delegada Liliane Diogo, titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), recebeu a documentação referente ao caso na segunda-feira, 11 de maio, e instaurou o procedimento investigativo.

O caso e a repercussão

A polêmica ganhou força com a divulgação de mensagens em redes sociais que descreviam um "ranking de alunas mais estupráveis" dos cursos da universidade. Áudios compartilhados em grupos de mensagens também teriam reforçado a conduta investigada. O caso gerou protestos estudantis e forte repercussão, com manifestantes exibindo cartazes em repúdio às práticas.

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) atuou prontamente, exigindo que a UFMT informe, em cinco dias, as medidas internas adotadas para apurar e coibir tais atos. O MPMT instaurou um procedimento administrativo para investigar possíveis crimes após o vazamento de trocas de mensagens que indicavam clara intenção de abuso sexual contra colegas de turma. A comunidade acadêmica aguarda um posicionamento firme e ações que garantam um ambiente seguro e respeitoso para todos.

Segundo a universidade, o diretor da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (Faet), Roberto Barbosa Silva, acompanhou o estudante investigado até a delegacia. A Polícia Civil já identificou o suspeito, que deverá prestar depoimento. Paralelamente, o MPMT determinou o envio de ofício à Reitoria da UFMT e requisitou ao Centro Acadêmico de Direito (CADI) e ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) o envio de todas as provas e documentos que possuam sobre o caso em um prazo de cinco dias.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário