MORTE DE ANIMAL

Tutora relata morte de cachorro após fogos de artifício durante jogo do Brasil

Larissa Almeida lamenta a perda do cachorro Nick.
Larissa Almeida lamenta a perda do cachorro Nick.

Cão de 1 ano e 7 meses sofreu infarto após se assustar com estampidos durante comemoração do primeiro gol da Seleção Brasileira. Tutora lamenta e pede conscientização.

Um cachorro de um ano e sete meses, chamado Nick, morreu após se assustar com fogos de artifício durante a comemoração do primeiro gol da Seleção Brasileira. O incidente ocorreu na noite de segunda-feira, 29 de junho de 2026, e ganhou repercussão após a tutora do animal, Larissa Almeida, compartilhar um vídeo emocionado nas redes sociais relatando a perda. Ela pede conscientização sobre os impactos dos fogos com estampido.

Em conversa com o AGORA RN, Larissa contou que estava em casa com o animal quando os fogos começaram. “Ele estava no meu colo recebendo carinho. Quando fui colocá-lo no chão para fazer um chá, soltaram fogos e meu cachorro teve um infarto”, relatou.

Desesperada, a tutora tentou reanimar Nick, realizando massagem cardíaca e respiração boca a boca, mas sem sucesso. Nick apresentava grande sensibilidade a fogos, especialmente no período junino, e após o estampido teve uma reação grave, com tremores intensos e o que parecia uma convulsão.

A situação se desenrolou rapidamente: cerca de cinco minutos separaram o susto da morte do animal. Larissa relatou a impossibilidade de conseguir atendimento veterinário imediato devido ao horário e às comemorações do jogo. A perda tem sido particularmente difícil para sua filha de 9 anos, que vivia com Larissa e Nick.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Larissa expressou sua dor: “Eu perdi o meu bichinho de estimação, eu perdi o meu amor, o amor mais sincero que eu tinha na minha casa”. Ela faz um apelo por conscientização sobre o uso de fogos com estampido, destacando o sofrimento de animais, crianças atípicas, idosos e outras pessoas sensíveis ao barulho.

“Desejo, do fundo do meu coração, que meu cachorro não vire apenas mais um número na estatística. Hoje foi o meu bichinho, e amanhã pode ser o de quem? Que as autoridades façam valer a lei que já existe, com empatia e respeito ao próximo”, declarou, esperando que a história de Nick sirva como alerta.

O médico-veterinário Rodrigo Menezes confirmou um aumento nos atendimentos relacionados ao medo de fogos em períodos festivos e eventos esportivos. Segundo ele, os sintomas em animais vão de crises convulsivas a tentativas de fuga que resultam em acidentes fatais, como atropelamentos. Ele já acompanhou casos de animais que necessitaram de tratamento contínuo com medicação anticonvulsivante após crises desencadeadas por fogos, e outros que sofreram ferimentos graves ao tentar escapar.

Menezes explicou que fogos também podem desencadear crises cardíacas em animais com problemas de saúde preexistentes. Os principais sinais de sofrimento incluem tremores, medo intenso, agitação e tentativas de fuga. Para proteger os animais, ele recomenda mantê-los em ambientes fechados e seguros, longe de objetos perigosos, e utilizar técnicas que proporcionem segurança, como envolver o animal com toalhas.

“O uso de qualquer medicamento deve ser sempre acompanhado por um médico-veterinário. A automedicação pode trazer riscos graves”, alertou. Para animais idosos, especialmente acima dos 9 anos, o veterinário recomenda acompanhamento cardiológico regular, reforçando a necessidade de evitar que tragédias como a de Nick se repitam.

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