ROTA ESSENCIAL GARANTIDA
Trump e Xi Exigem Abertura de Ormuz e Freiam Irã Nuclear
Em meio a ataques na região, EUA e China selam consenso para proteger o comércio global e evitar proliferação de armas, em 14 de maio de 2026.
Os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Xi Jinping, da China, concordaram em um ponto crucial para a estabilidade global nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026. Durante um encontro em Pequim, os líderes decidiram que o estratégico Estreito de Ormuz precisa permanecer aberto e que o Irã jamais deve desenvolver armas nucleares. Esta postura unificada surge em um cenário de escalada de ataques a embarcações na região, visando mitigar a interrupção do fornecimento global de energia e preservar a paz internacional.
A escalada de tensões foi marcada por incidentes recentes, como o ataque a um navio indiano na costa de Omã, conforme confirmado pela Índia. Embora detalhes adicionais não tenham sido divulgados, as autoridades indianas asseguraram que toda a tripulação permanece segura, um alívio em meio à crescente instabilidade.
Paralelamente, a agência de segurança marítima britânica UKMTO alertou, nesta quinta-feira, sobre "pessoas não autorizadas" que abordaram uma embarcação ancorada perto do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e a conduziram em direção ao Irã.
A região é de extrema sensibilidade estratégica. Fujairah, por exemplo, é o único porto petrolífero dos Emirados Árabes Unidos situado do lado externo do Estreito, funcionando como uma rota vital para que algumas exportações atinjam os mercados globais sem a necessidade de atravessá-lo.
Vale ressaltar que o Irã, na semana anterior, incluiu essa área costeira em um mapa ampliado, delineando as águas que reivindica como sob seu controle.
Apesar das tensões, o Irã tem autorizado a passagem de certas embarcações pelo Estreito, mediante acordos específicos, como a liberação de um navio-tanque japonês na quarta-feira, 13 de maio de 2026.
A agência de notícias iraniana Fars também noticiou, nesta quinta-feira, um novo acordo permitindo a passagem de alguns navios chineses.
Asghar Jahangir, porta-voz do Judiciário do Irã, defendeu nesta quinta-feira que a apreensão de "navios-tanque dos EUA" que teriam violado as normas iranianas foi conduzida em conformidade com as leis nacionais e internacionais.
China e EUA concordam sobre Ormuz
Confirmando o teor da reunião entre os presidentes Trump e Xi, uma autoridade da Casa Branca reiterou que ambos os líderes consideram essencial a abertura do Estreito de Ormuz e a não proliferação de armas nucleares por parte do Irã.
A China, historicamente próxima do Irã, é também o seu principal comprador de petróleo, o que sublinha a relevância da sua posição neste conflito.
Em entrevista à CNBC, concedida em Pequim, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, expressou sua confiança de que a China "fará o que puder" para auxiliar na reabertura do Estreito, um movimento que ele considera "de grande interesse" para o gigante asiático.
Contudo, os esforços diplomáticos para resolver o impasse permanecem suspensos desde a semana passada. Teerã e Washington rejeitaram as propostas recíprocas, mantendo suas exigências iniciais, consideradas por cada parte como "linhas limite" intransponíveis.
O Irã impôs restrições significativas ao Estreito de Ormuz para embarcações que não as suas, desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram uma campanha de bombardeios há cerca de dois meses e meio. Essa ação desencadeou a mais severa interrupção no fornecimento global de energia já registrada.
Os EUA cessaram os bombardeios no mês passado, mas intensificaram a pressão ao impor um bloqueio aos portos iranianos.
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