ACORDO EM MEIO A TENSAO

Trump diz que EUA não pagarão US$ 300 bi para reconstrução do Irã

Petroleiros navegando pelo estreito de Ormuz após acordo entre EUA e Irã.
Petroleiros navegam pelo estreito de Ormuz após assinatura de acordo entre EUA e Irã.

Presidente americano nega compromisso de financiamento bilionário para o Irã, apesar de cláusula em acordo de paz divulgado na quarta-feira (17). Tensão no Oriente Médio persiste.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, que os EUA se comprometam a pagar US$ 300 bilhões para auxiliar na reconstrução do Irã. A declaração contradiz um dos pontos do acordo de paz firmado na véspera, 17 de junho de 2026, entre Trump e o presidente iraniano, Masou Pezeshkian. O acordo, que visa encerrar um conflito no Oriente Médio, estabelece um plano de reconstrução com valor mínimo mencionado, mas a origem dos fundos para os EUA era incerta até a manifestação do presidente americano.

O texto divulgado do acordo estipula a criação de um plano de desenvolvimento econômico para o Irã com "valor mínimo de US$ 300 bilhões", a ser desenvolvido pelos EUA "junto de seus parceiros regionais". Contudo, o documento não detalhava a fonte do financiamento. Em resposta, Trump classificou a informação como "notícia falsa" em sua rede social Truth Social, afirmando que o foco dos EUA é o sucesso do mercado de ações e a queda dos preços do petróleo.

O acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, que busca por fim à guerra no Oriente Médio, foi oficializado na quarta-feira, 17 de junho de 2026. O documento de 14 pontos inclui garantias contra o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã, a suspensão de sanções americanas e uma compensação financeira ao governo iraniano. As negociações visam uma resolução definitiva em até 60 dias.

Pontos cruciais do acordo e suas repercussões

Entre os principais pontos acordados, estão a declaração de fim imediato e permanente da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, com compromisso de não iniciar novos conflitos. Ambas as nações ratificaram o respeito mútuo à soberania e integridade territorial. Os EUA se comprometeram a suspender o bloqueio naval ao Irã e retirar forças militares da região em até 30 dias após a assinatura do memorando. Em contrapartida, o Irã comprometeu-se a reabrir o Estreito de Ormuz e garantir a passagem segura de navios comerciais por 60 dias, além de dialogar com Omã e outros países do Golfo Pérsico sobre a futura administração do estreito.

O acordo também prevê o fim de todas as sanções americanas contra o Irã, incluindo resoluções da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O Irã reafirmou o compromisso de não produzir armas nucleares, com supervisão da AIEA. Os EUA se comprometeram a permitir o comércio de petróleo iraniano e a liberar fundos e ativos iranianos congelados, em um gesto que visa restaurar a dignidade e a capacidade econômica do país persa.

Petroleiros navegando pelo estreito de Ormuz após acordo entre EUA e Irã.
Petroleiros navegam pelo estreito de Ormuz após assinatura de acordo entre EUA e Irã.

A ratificação do acordo final está sujeita a uma resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU, a ser votada em até 60 dias. A complexidade diplomática e a interpretação dos compromissos financeiros e de segurança continuarão a moldar o cenário geopolítico do Oriente Médio.

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