EUA ANUNCIA MUDANÇAS
Trump altera tarifas de aço e alumínio e mira produtos brasileiros
Medida, que entra em vigor em 8 de junho de 2026, reduz impostos sobre alguns itens de aço e alumínio e propõe taxar produtos brasileiros. Decisão visa fortalecer a indústria nacional.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma proclamação na segunda-feira, 01 de junho de 2026, que modifica as tarifas de importação sobre produtos de aço e alumínio. A Casa Branca informou que a decisão, fundamentada na Seção 232 de uma lei americana, visa restringir importações que possam impactar setores estratégicos para a segurança nacional do país, com o objetivo de incentivar investimentos e aumentar a produção industrial doméstica.
As novas regras preveem a redução da tarifa de 25% para 15% sobre determinados equipamentos agrícolas e sistemas de aquecimento, ar-condicionado e ventilação. Equipamentos industriais móveis, como escavadeiras e empilhadeiras, importados de países com acordos comerciais com os EUA e que cumpram condições específicas, também pagarão 15%. Fabricantes estrangeiros que utilizem pelo menos 85% de aço ou alumínio de fabricação americana em seus equipamentos poderão obter uma tarifa menor, de 10%.
No entanto, a medida também adiciona dois novos produtos à lista de itens sujeitos à tarifa de 25%: estruturas metálicas de armazenamento (racks de aço) e chapas de alumínio para a indústria gráfica. Estas novas tarifas entrarão em vigor em 8 de junho de 2026 e permanecerão válidas até 31 de dezembro de 2027.
Em paralelo, os Estados Unidos concluíram uma investigação comercial contra o Brasil, propondo a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte das exportações brasileiras ao mercado americano. A medida, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, visa retaliar práticas consideradas desleais ou prejudiciais ao comércio dos EUA. Pontos citados no relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) incluem o funcionamento do PIX, decisões judiciais envolvendo redes sociais, acordos comerciais com outros países, falhas no combate ao desmatamento ilegal, barreiras ao etanol americano, problemas de propriedade intelectual e deficiências no combate à corrupção.
A tarifa sobre produtos brasileiros ainda não é definitiva e depende de consultas públicas e outras etapas legais. Uma ampla lista de exceções, incluindo café, carne, frutas, fertilizantes, medicamentos, aeronaves e peças, além de minerais estratégicos, foi incluída. A decisão final sobre a aplicação dessas medidas está prevista para até 15 de julho de 2026.
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