AGUARDA JULGAMENTO
Tribunal do Júri decide que homem acusado de feminicídio irá a julgamento popular
Homem é acusado de atropelar e arrastar mulher por 1 km. Decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo considera que crime deve ser julgado por um corpo de jurados.
O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que um homem, acusado de atropelar e arrastar a então companheira por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê, em São Paulo, será levado a júri popular. A decisão, tomada nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, determina que o caso seja analisado por um corpo de jurados, um passo crucial para a responsabilização criminal. O crime, que chocou o país pela sua brutalidade, ocorreu em novembro do ano passado.
O réu, Douglas Alves da Silva, responde pelo crime de feminicídio, motivado, segundo as investigações da Polícia Civil, pelo fato de ele não aceitar o fim do relacionamento com a vítima. Tainara Souza Santos, de 31 anos, foi socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos gravíssimos após ficar presa sob o veículo e ser arrastada. Ela faleceu em 24 de dezembro, deixando dois filhos.
Durante a audiência de instrução, a Justiça paulista ouviu 12 testemunhas e interrogou o réu. Ao final da sessão, a magistrada considerou haver indícios suficientes para submeter Douglas Alves da Silva a julgamento pelo Tribunal do Júri. A investigação aponta que partes das pernas da vítima foram encontradas ao longo do trajeto em que ela foi arrastada.
O delegado Fernando Barbosa Bossa, responsável pela investigação, classificou o ato como uma tentativa de feminicídio cometida com extrema crueldade e sem chance de defesa. O relacionamento entre Douglas Alves da Silva e Tainara Souza Santos foi breve, e a principal linha de investigação sustenta que o término foi o gatilho para a ação violenta. O caso se enquadra na tipificação de feminicídio, que contempla assassinatos contra mulheres em contextos de violência doméstica ou por menosprezo à condição feminina, conforme o Código Penal Brasileiro.
A data para o julgamento pelo Tribunal do Júri ainda não foi definida pela Justiça paulista.
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