RORIMA DECIDE LÍDER

TRE-RR aprova regras definitivas para eleição suplementar

Fachada do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), instituição responsável pelas eleições.
Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) em Boa Vista.

Corte garante voto direto para escolha de governador e vice-governador em Roraima, com votação em 21 de junho de 2026.

O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) aprovou, nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, a resolução que estabelece as regras para a eleição suplementar dos cargos de governador e vice-governador do estado. A decisão, tomada por 5 votos favoráveis e 2 contrários, garante a manutenção do voto direto para os eleitores e consolida o calendário eleitoral com a votação agendada para 21 de junho de 2026. Essa aprovação finaliza um período de intensos debates e incertezas jurídicas, assegurando clareza e estabilidade para o processo democrático que definirá o futuro da liderança de Roraima e impactará diretamente a vida de seus cidadãos.

A resolução estabelece exigências claras para eleitores e candidatos, detalha restrições de campanha, define limites de gastos e organiza o calendário eleitoral. Embora o texto tenha sido publicado e entrado em vigor em 2 de maio de 2026, sua aprovação formal pela Corte só ocorreu agora, consolidando as diretrizes tal como foram inicialmente propostas.

Um dos pontos mais debatidos durante a análise da resolução foi o prazo de 24 horas para a desincompatibilização de cargos públicos. Esta regra determina que autoridades interessadas em disputar o pleito suplementar precisam se afastar de suas funções no dia seguinte às convenções partidárias.

A discussão da resolução no plenário teve início em 5 de maio de 2026. Na mesma data, o juiz Allan Kardec Lopes Mendonça Filho havia suspendido, de forma liminar, o começo das convenções partidárias, inicialmente agendadas para 12 de maio de 2026. Contudo, em 8 de maio de 2026, o próprio juiz Allan Kardec revogou sua decisão. Ele justificou que a suspensão não era mais necessária, uma vez que o TRE-RR já estava analisando o texto que organiza a eleição suplementar, garantindo o andamento do processo.

O Julgamento e os Votos dos Magistrados

No julgamento que culminou na aprovação da resolução, o juiz Fernando Pinheiro dos Santos, após solicitar mais tempo para análise, votou contra a validação do texto. O presidente da Corte e relator do processo, desembargador Mozarildo Cavalcanti, posicionou-se a favor da manutenção da resolução, sendo acompanhado pelo desembargador Jesus Rodrigues do Nascimento e pelos juízes Diego Carmo e Renato Pereira Albuquerque.

O juiz Allan Kardec Lopes Mendonça Filho divergiu parcialmente: embora apoiasse a manutenção da resolução, defendeu a preservação integral dos prazos de desincompatibilização estabelecidos em lei, sem as flexibilizações propostas no artigo 12. A juíza Joana Sarmento de Matos, assim como Fernando Pinheiro, votou contra a aprovação da resolução, defendendo a realização de uma eleição indireta, onde a escolha dos governadores e vices seria feita pelos deputados estaduais, em vez do voto popular direto.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário