EDUCAÇÃO E CARREIRA
Trabalhadores brasileiros que conciliam estudo e emprego atingem recorde
Um contingente de 15,5 milhões de profissionais busca qualificação constante para atender às novas demandas do mercado e elevar a renda mensal.
O Brasil atingiu um marco histórico na integração entre o mercado laboral e a formação acadêmica, com 15,5 milhões de brasileiros dividindo sua rotina entre o emprego e a sala de aula. Esse dado, que representa o maior contingente já registrado no país, foi consolidado em 2025, conforme revelam os microdados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua Educação, divulgados pelo IBGE.
Esse grupo equivale a 15,1% da força de trabalho ocupada, um crescimento expressivo frente aos 13,1% observados em 2019. A análise detalhada desses dados foi realizada pela Unico Skill, destacando uma mudança na trajetória profissional dos brasileiros, impulsionada pela necessidade de atualização diante das exigências tecnológicas e pela oferta de cursos flexíveis.
A pressão por qualificação é corroborada por projeções do Fórum Econômico Mundial, que estima que 67% da mão de obra brasileira precisará adquirir novas habilidades até 2030. Nesse cenário, o diploma de graduação deixa de ser o ponto de chegada para se tornar um degrau contínuo.
Mudança no perfil da demanda
Se a graduação segue como a modalidade mais procurada, concentrando 42,6% da preferência, a busca por cursos de qualificação profissional avançou rapidamente, alcançando 18,8% de participação. Esse interesse por aprendizado técnico superou, em popularidade, o ensino médio e a pós-graduação.
No ambiente corporativo, a Unico Skill aponta que tecnologia, idiomas e soft skills dominam a procura. Nessa frente, o avanço da Inteligência Artificial é notável: apenas no primeiro trimestre de 2026, as horas de estudo dedicadas ao tema pela base monitorada superaram todo o acumulado de 2025.
O impacto direto na renda
A decisão de continuar estudando após a graduação revela um impacto direto na dignidade financeira e na valorização profissional. Segundo o levantamento, o número de trabalhadores que mantêm os estudos após o ensino superior saltou 66% entre 2019 e 2025, atingindo 4,1 milhões de pessoas.
A relação entre educação contínua e remuneração é evidente: na faixa de 40 a 49 anos, quem estuda ganha, em média, 28% a mais do que quem interrompeu a formação. Para trabalhadores acima dos 50 anos, o diferencial chega a 41%, com rendimentos mensais que alcançam R$ 5.193, provando que a busca pelo conhecimento é um investimento estratégico para toda a vida.
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