FENÔMENO EXTREMO

Tornado em Giruá, RS: entenda a destruição e como o fenômeno se forma

Desenho esquemático ilustrando a estrutura de formação de um tornado.
Desenho esquemático de um tornado • Divulgação/Cemaden

Cidades gaúchas contabilizam danos severos após passagem de tornado; entenda a escala de medição e a física por trás da tempestade.

Uma sequência de comunidades rurais em Giruá, no Rio Grande do Sul, enfrenta os reflexos de um violento tornado que atingiu a região entre o final da tarde e o início da noite de terça-feira (28). O fenômeno, marcado pelo desenvolvimento vertical intenso, devastou residências e deixou moradores feridos nas localidades de Rincão dos Coimbras, Rincão dos Mellos, Rincão dos Ribeiros, Amaral e Melgarejo.

A força da natureza alterou subitamente a rotina das famílias, resultando também em quedas de árvores e prejuízos materiais expressivos, inclusive com danos a animais. O Governo Municipal mobilizou o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, que permanecem nas áreas atingidas para prestar assistência humanitária e realizar o levantamento dos estragos.

A mecânica da destruição

De acordo com o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), um tornado caracteriza-se por um redemoinho violento que conecta uma tempestade ao solo, podendo atingir mais de 15 mil metros de altura. A formação ocorre em supercélulas onde o cisalhamento do vento — quando ventos em diferentes alturas sopram em direções distintas — cria uma coluna de ar giratória que, ao tocar o solo, desencadeia a destruição.

Como os danos são classificados

Para medir a intensidade, especialistas utilizam a Escala Fujita Aprimorada (Escala EF). O sistema classifica o fenômeno de EF0 a EF5, baseando-se em 28 Indicadores de Danos (DIs) e Graus de Danos (DoD). O cálculo estima a velocidade do vento que causou a destruição, variando desde danos leves abaixo de 116 km/h até eventos catastróficos que superam os 500 km/h, conforme critérios estabelecidos pelo Laboratório Nacional de Tempestades Severas da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

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