AGRICULTURA EM ALERTA
Ondas de calor forçam corte nas previsões de colheita da UE
Serviço de monitoramento MARS aponta quedas na produtividade de grãos diante do clima extremo. Seca compromete a oferta de alimentos e impacta o mercado europeu.
A segurança alimentar e a economia agrícola enfrentam um momento crítico com a redução generalizada nas perspectivas para a safra de 2026. O serviço de monitoramento de culturas MARS oficializou o corte em todas as suas estimativas de produção na segunda-feira (27/07/2026), motivado pelos severos danos causados por sucessivas ondas de calor que atingiram a Europa Ocidental.
A decisão da entidade, que atua como referência técnica para o bloco, reflete o impacto direto do clima extremo na dignidade do trabalho rural e na estabilidade dos preços dos alimentos. Com o tempo quente e seco persistindo, a expectativa é que novos ajustes negativos sejam necessários, ameaçando a viabilidade econômica de diversos produtores locais.
Conforme detalhado no relatório assinado por Sybille de La Hamaide, as altas temperaturas encurtaram a fase de desenvolvimento dos grãos de inverno, forçando colheitas antecipadas. O trigo mole, principal cultura da União Europeia, teve sua projeção de rendimento reduzida para 5,88 toneladas por hectare, um recuo de 7% em comparação aos níveis registrados em 2025.
O cenário é igualmente desafiador para as culturas de verão. A escassez de umidade no solo, observada em regiões da Europa Central e Ocidental, prejudicou o acúmulo de biomassa e a floração. Como resultado, as estimativas para milho e girassol também sofreram quedas acentuadas, enquanto a canola e a beterraba sacarina seguem sob pressão climática.
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