COMBATE AO CRIME
TJSP autoriza uso de helicóptero do PCC em missões da Polícia Civil
Aeronave apreendida na Operação Falsa Las Vegas será empregada em ações de segurança, evitando a depreciação do patrimônio durante as investigações.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) autorizou, nesta segunda-feira, 20/07/2026, que a Polícia Civil utilize um helicóptero apreendido em uma operação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) em missões de segurança pública. A decisão, que responde a um pedido conjunto da corporação e do Ministério Público (MPSP), visa otimizar recursos estatais e impedir a deterioração de bens de alto valor durante o curso das investigações.
Preservação do patrimônio público
A aeronave, modelo Airbus Helicopters EC130 T2, foi confiscada em maio de 2026 durante a Operação Falsa Las Vegas. O bem estava vinculado à Center Lopes Distribuidora de Materiais, empresa de Eduardo Moreno Lopes, apontado como operador financeiro estratégico do esquema de lavagem de dinheiro que conectava plataformas de apostas ilegais ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Na sentença, a Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores destacou que a medida é cautelar. O objetivo é assegurar que o helicóptero mantenha sua funcionalidade e valor econômico, evitando que fique inativo em pátios enquanto o processo judicial tramita. A Polícia Civil assume o papel de fiel depositária, sendo obrigada a realizar a manutenção periódica e prestar contas ao Poder Judiciário sobre o uso do ativo.
Impacto operacional
Com a decisão, o equipamento poderá ser empregado não apenas em atividades de inteligência e combate ao crime organizado, mas também em operações de auxílio à população, como transporte de medicamentos, órgãos para transplantes e ações de suporte emergencial. Além do helicóptero, outros três veículos apreendidos no mesmo esquema foram cedidos provisoriamente às forças de segurança.
O esquema desmantelado
A Operação Falsa Las Vegas, deflagrada em maio de 2026, revelou uma estrutura sofisticada de jogos de azar e lavagem de capitais. O grupo utilizava plataformas como “Aposte Fácil” e “Black Vegas” — esta última hospedada no exterior — para oferecer jogos como “Tigrinho” e “Jogo do Bicho”. Por meio de contas de passagem e pagamentos via Pix, o esquema convertia o lucro do crime em ativos formais, tentando conferir aparência de legalidade à rede criminosa.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário