INVESTIGAÇÃO SOBRE TRAGÉDIA

Testemunhas relatam ausência de socorro a Caroline Pinto dos Santos após incêndio em terreiro no RJ

Foto de Caroline Pinto dos Santos
Caroline Pinto dos Santos — Foto: Redes sociais

Depoimentos à Polícia Civil indicam negligência durante ritual religioso na Zona Oeste; família clama por justiça após morte da vítima.

Testemunhas que acompanhavam o ritual religioso onde Caroline Pinto dos Santos sofreu queimaduras graves relataram, nesta terça-feira, 14/07/2026, que a vítima não recebeu o devido auxílio de Gabriel Pimentel, marido da yalorixá Thayane Alves, no momento do incidente ocorrido na Zona Oeste do RJ. A investigação, conduzida pela 33ª DP (Realengo), busca esclarecer a responsabilidade dos envolvidos na tragédia que resultou na morte da mulher.

Imagens do momento do incêndio mostram o instante em que Gabriel Pimentel despeja etanol em uma cumbuca que já estava em chamas. Segundo relatos prestados à autoridade policial, a ação ocorreu de forma imprudente e sem o conhecimento da vítima, que não teria sido informada sobre a utilização de materiais inflamáveis na cerimônia. O proprietário do terreiro, Anderson Bruno de Andrade Júnior, afirmou em depoimento que o uso de combustível havia sido expressamente proibido no local.

A dor de uma família que perdeu o seu esteio marca o impacto profundo desta fatalidade. Caroline Pinto dos Santos era mãe de três filhas, de 16, 10 e 5 anos, que agora enfrentam o luto pela perda repentina. O sepultamento de Caroline ocorreu no dia 11 de julho de 2026, no Cemitério Jardim da Saudade de Paciência, após ela ter falecido em decorrência dos ferimentos no dia 9 de julho de 2026, após ser internada no Hospital Pedro II.

Em nota divulgada anteriormente nas Redes sociais, Thayane Alves classificou o evento como um acidente inesperado. O inquérito, inicialmente registrado na 35ª DP (Campo Grande), segue sob apuração rigorosa para determinar se houve dolo ou culpa, visto que cabe às autoridades judiciárias a decisão final sobre as punições cabíveis aos investigados.

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