MAIOR DA HISTÓRIA
Tesouro Direto registra R$ 6,07 bilhões em emissão líquida recorde em maio
Aplicações de até R$ 1.000 foram responsáveis por mais da metade das operações. Títulos atrelados à Selic lideraram a preferência dos investidores, seguidos pelos indexados à inflação.
O Tesouro Direto alcançou um marco em maio de 2026, registrando uma emissão líquida de R$ 6,07 bilhões. Esta marca representa o maior valor já observado na série histórica do programa, evidenciando um forte interesse dos brasileiros em investir no mercado de renda fixa. A decisão de aplicar neste tipo de título ganha relevância em um cenário econômico que busca estabilidade e segurança para o patrimônio individual. A divulgação deste resultado foi feita pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026.
Em maio, o volume total de investimentos no Tesouro Direto atingiu R$ 10,22 bilhões. Ao subtrair os resgates e vencimentos, que somaram R$ 4,15 bilhões, chega-se ao expressivo saldo líquido de R$ 6,07 bilhões. Um dado que ressalta a acessibilidade do programa é que 54,7% de todas as operações de investimento no período foram de valores até R$ 1.000, demonstrando que o Tesouro Direto tem chegado a um público cada vez maior, impactando positivamente a capacidade de planejamento financeiro de muitos cidadãos.
Entre os títulos mais procurados, os indexados à taxa Selic, como o Tesouro Selic e o Tesouro Reserva, captaram R$ 5,6 bilhões, representando 54,5% das vendas. Em seguida, os títulos atrelados à inflação (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, Tesouro RendA+ e Tesouro Educa+) atraíram R$ 3 bilhões, ou 29,4% do total. Os títulos prefixados, incluindo o Tesouro Prefixado e o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, registraram vendas de R$ 1,6 bilhão, o equivalente a 16,1%.
No que diz respeito às recompras antecipadas, os títulos indexados à Selic foram os mais resgatados, totalizando R$ 2,6 bilhões, o que corresponde a 69,6% dos resgates. Títulos remunerados por índices de preços somaram R$ 789 milhões (21,1%), e os prefixados alcançaram R$ 349,9 milhões (9,3%).
A concentração das vendas, em termos de prazo, ficou com os títulos com vencimento entre 1 e 5 anos, responsáveis por 46,6% das operações. Títulos com vencimento de 5 a 10 anos representaram 34,4%, enquanto os papéis com prazo superior a 10 anos corresponderam a 19%.
Estoque do Programa em Ascensão
Em maio de 2026, o estoque total do programa Tesouro Direto atingiu R$ 251,0 bilhões. Este valor representa um aumento de 3,6% em relação ao mês anterior, quando o saldo era de R$ 242,3 bilhões. Comparado a maio de 2025, o crescimento foi ainda mais expressivo, de 42,5%.
Os títulos remunerados por índices de preços continuam sendo os mais significativos no estoque, somando R$ 127,3 bilhões, o que representa 50,7% do total. Em seguida, vêm os títulos indexados à Selic, com R$ 92,8 bilhões (37% do estoque), e os prefixados, totalizando R$ 30,9 bilhões (12,3%). Esses números indicam uma estratégia de longo prazo dos investidores em buscar proteção contra a inflação e rentabilidade atrelada à taxa básica de juros.
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