TRAGÉDIA E ASSISTÊNCIA
Terremotos na Venezuela deixam 4.490 mortos e elevam alerta sanitário
Balanço oficial aponta milhares de desabrigados e risco de surto de doenças em abrigos. Nações Unidas mobilizam US$ 300 milhões para apoio humanitário.
O regime venezuelano confirmou, em balanço divulgado no domingo, 12/07/2026, que o número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram o país no dia 24 de junho de 2026 subiu para 4.490. A tragédia, que ainda deixa 16.740 feridos, impõe um cenário de extrema vulnerabilidade para 19,5 mil pessoas que perderam seus lares e agora vivem em acampamentos temporários, aguardando o início da distribuição de novas moradias previsto para a próxima semana.
A crise humanitária ganha contornos mais dramáticos devido às condições precárias nos locais de acolhimento. Em relatório emitido na quinta-feira, 09/07/2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a superlotação e a escassez de saneamento básico e água potável em mais de 80 abrigos criam um ambiente fértil para a propagação de doenças graves, como cólera, tuberculose, tétano e sarampo. A interrupção na cobertura vacinal dos sobreviventes eleva o risco de contágio, colocando em perigo a vida de dezenas de milhares de cidadãos já fragilizados pelo trauma do desastre.
Para mitigar o colapso, o órgão da ONU atua em conjunto com o Ministério da Saúde da Venezuela, com foco prioritário em conter enfermidades respiratórias e intestinais. Há uma avaliação em curso para a instalação de novos hospitais de campanha em Caracas e La Guaira, regiões que concentram os danos mais severos. As Nações Unidas estimam que 1,3 milhão de venezuelanos necessitam de assistência emergencial e já mobilizaram US$ 300 milhões para as operações de socorro no território.
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