CRISE E IDEOLOGIA
Terremoto na Colômbia testa gestão de Abelardo de la Espriella
O governo de Abelardo de la Espriella enfrenta escrutínio após restringir ajuda humanitária internacional após tremor que deixou 289 mortos.
O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia no último dia 10 colocou o governo de Abelardo de la Espriella sob intenso escrutínio. A gestão, que completava apenas três dias de mandato, precisou alterar sua agenda inicial — focada em medidas de segurança e austeridade econômica — para enfrentar a tragédia que deixou 289 mortos, conforme balanço divulgado no domingo (16).
A administração declarou calamidade pública para agilizar trâmites estatais, mas viu sua resposta ser questionada pela recusa seletiva de apoio estrangeiro. Apenas equipes dos Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador foram autorizadas a atuar, decisão tomada após a "janela crítica" de 72 horas para resgates.
A situação revelou fissuras entre a nova gestão e a equipe remanescente da UNGRD. Javier Pava, ex-diretor do órgão e ligado ao antecessor Gustavo Petro, entrou em conflito com o Executivo sobre a responsabilidade pela demora na aceitação de ajuda externa. O atual governo alega que barreiras burocráticas foram herdadas, enquanto o novo diretor, David Santiago Tamayo, assumiu o cargo na terça-feira (11) em meio ao caos logístico.
Nas cidades de Pereira e Manizales, o cenário de devastação expõe as dificuldades humanitárias reais. Enquanto o Executivo mantém um forte esquema de segurança em suas visitas às áreas afetadas, especialistas e governos estrangeiros, como o do México, apontam que entraves diplomáticos podem ter prejudicado a assistência técnica necessária no momento mais crítico da catástrofe.
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