CRISE HUMANITÁRIA APÓS TREMOR

Sobreviventes buscam refúgio e mantimentos após terremoto na Indonésia

Pessoas acampadas em área rural de Sikka após o terremoto.
Sobreviventes buscam abrigo após o tremor de magnitude 7,7 em Sikka.

Famílias desalojadas enfrentam escassez de água e alimentos em Sikka. Governo avalia decretar estado de emergência para acelerar a entrega de ajuda.

Famílias desabrigadas buscam socorro em áreas elevadas da ilha de Sikka, em Nusa Tenggara Oriental, após um terremoto de magnitude 7,7 atingir a região no sábado (15). A decisão de buscar abrigo em terrenos rurais foi tomada pelos moradores diante do risco iminente de tsunami, que forçou uma evacuação de emergência antes do alerta ser retirado pelas autoridades.

O impacto do desastre reflete na rotina de cidadãos como Abdul Mutas, de 63 anos, que conduziu sete familiares para uma plantação de propriedade da família. Atualmente, os sobreviventes aguardam por assistência básica, como água potável, alimentos e cobertores, enquanto enfrentam a escassez de suprimentos que chegam de forma lenta à localidade no leste da Indonésia.

Em relato à Reuters neste domingo (16), Abdul Mutas expressou a angústia de famílias que permanecem ao relento sob árvores, questionando o suporte governamental diante da incerteza sobre o futuro das moradias. O cenário é agravado pela frequência de abalos sísmicos, com cerca de 341 réplicas registradas desde o evento principal, o mais letal no país do Sudeste Asiático desde o desastre em Java Ocidental ocorrido em 2022.

Dados da agência de mitigação de desastres BNPB indicam que mais de 3.300 pessoas já deixaram suas casas ou buscaram abrigo em uma arena esportiva. A administração de Nusa Tenggara Oriental avalia formalizar a declaração de estado de emergência na província, medida técnica que permitirá a mobilização célere de recursos e verbas para o atendimento humanitário.

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