ABALO SÍSMICO DEVASTADOR
Terremoto de magnitude 7,4 atinge a Colômbia e desperta trauma em Manizales
Com epicentro em Chocó, o tremor atingiu gravemente o Eixo Cafeeiro nesta segunda-feira (10), deixando ao menos 111 mortos e destruindo estruturas históricas.
O tremor de terra de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10) trouxe de volta memórias dolorosas para os moradores do Eixo Cafeeiro. O sismo, com epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó, causou destruição em diversas cidades e provocou uma corrida imediata por segurança entre a população, que reviveu o trauma do desastre de 25 de janeiro de 1999.
As autoridades colombianas, incluindo o Serviço Geológico Colombiano, confirmaram que o impacto foi sentido em larga escala, estendendo-se por território nacional e alcançando países vizinhos como Equador, Panamá e Venezuela. A profundidade do evento, registrada em cerca de 100 quilômetros, explica a ampla propagação das ondas sísmicas, embora os efeitos tenham sido devastadores em áreas específicas.
Até a tarde de segunda-feira (10), o governo contabilizava ao menos 111 mortos e 87 feridos. Em Caldas, o jornal La Patria confirmou cinco vítimas fatais, concentradas em Manizales e Villamaría. A dimensão do dano começou a ser mapeada com o esvaziamento de edifícios e a paralisia das atividades comerciais na Avenida Santander e arredores da Universidade Católica de Manizales, onde edificações desabaram sob a força do abalo.
O impacto emocional é palpável. Em Manizales, ícones da arquitetura local, como a Catedral Basílica Metropolitana, registraram avarias em suas torres. Nas ruas, relatos de moradores, como a profissional Paula Mejía e o segurança Jorge García, ilustram a fragilidade da rotina diante da força da natureza. Em El Cable e próximo à Rua 62, a interrupção de serviços básicos e o fechamento de comércios refletem a paralisação da vida cotidiana na cidade.
O Serviço Geológico Colombiano monitora tremores secundários, tendo registrado 33 eventos até as 16h29 de segunda-feira (10), com magnitudes variando entre 1,4 e 4,8. Enquanto as equipes de resgate continuam as buscas, a população enfrenta a incerteza de um cenário onde o tempo passou a ser medido pelo medo e pela necessidade de reconstrução.
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