ABALO SÍSMICO DEVASTADOR

Brasileira relata susto e caos após terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia

Imagem de arquivo mostra destruição causada por terremoto na Colômbia.
Brasileiros relatam a experiência durante o terremoto que devastou partes da Colômbia nesta segunda-feira.

Tremor deixou 132 mortos e 570 feridos; brasileiros em Bogotá e delegação esportiva em Medellín descrevem momentos de apreensão e a busca por segurança.

Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10), resultando em um rastro de destruição com 132 mortes confirmadas e 570 pessoas feridas. O abalo causou o colapso de 61 edifícios e 37 casas, mobilizando forças de resgate em uma corrida contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros, em uma tragédia que expõe a vulnerabilidade das populações diante de eventos sísmicos dessa magnitude.

Natural de Campinas (SP), Priscylla Almeida, de 37 anos, vive em Bogotá e descreveu o terror de ser despertada pelo abalo, ocorrido por volta das 7h30 (horário local). A brasileira, que reside no terceiro andar de um edifício, notou a gravidade da situação ao observar as plantas em seu quarto oscilarem violentamente, mesmo com janelas fechadas. O epicentro foi registrado em San José del Palmar, a cerca de 230 quilômetros da capital.

"É uma sensação muito estranha, como se você estivesse muito bêbado, com uma vertigem. Você demora para entender o que está acontecendo", relatou Priscylla, que viveu o momento ao lado do marido, Victor Martinelli. Enquanto ela sentia a estrutura da cama vibrar contra a parede, Victor vivenciava o tremor dentro de um carro de aplicativo, descrevendo um cenário de confusão urbana onde o trânsito parou subitamente e alarmes de prédios começaram a soar.

O impacto do terremoto também atingiu a delegação esportiva da equipe de handebol do Guarani FC SAB NHC. Composta por 12 atletas e liderada por Rogério Pinto, presidente da Liga de Handebol do Estado de São Paulo (LHESP), o grupo estava em Medellín após encerrar sua participação na 23ª Copa Internacional de Handebol no domingo (9). As atletas sentiram os abalos enquanto se deslocavam para o aeroporto.

"Foi um susto muito grande, mas está todo mundo bem", afirmou a goleira Carolina Santos em vídeo, destacando o alívio após o período de incerteza. A delegação seguiu para o Panamá e aguarda o retorno ao Brasil, após os atrasos causados pela instabilidade na região.

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