OPERAÇÃO POLICIAL

Técnica de enfermagem e marido são presos por vender abortivos ilegais na web

Imagem ilustrativa de apreensão de comprimidos e dinheiro pela Polícia Civil.
Policiais apreenderam centenas de comprimidos abortivos, dinheiro e veículos de luxo durante a Operação Sexto Dia.

Suspeitos usavam internet e redes sociais para anunciar e vender medicamentos abortivos ilegalmente no Brasil há mais de três anos. Ação resultou na prisão do casal e apreensão de centenas de comprimidos e dinheiro.

Um casal, incluindo uma técnica de enfermagem que atua em hospital público do Distrito Federal, foi preso em flagrante nesta quinta-feira, 02/07/2026, suspeito de vender medicamentos abortivos ilegalmente pela internet. A decisão de prender os envolvidos foi tomada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) como parte da Operação Sexto Dia, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). A investigação visa desarticular uma rede que operava há mais de três anos, impactando a saúde pública e a dignidade de mulheres que buscavam interrupção de gravidez de forma clandestina e insegura.

Segundo a PCDF, a mulher, de 32 anos, e seu marido utilizavam diversas plataformas digitais e redes sociais para anunciar e comercializar os fármacos. A investigação identificou ao menos 15 perfis online criados pelo casal para alcançar potenciais clientes em todo o Brasil. Essa prática representa um grave risco à saúde das mulheres, que poderiam ser expostas a produtos sem procedência e sem o devido acompanhamento médico, além de configurar crime contra a saúde pública.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, as autoridades apreenderam aproximadamente 600 comprimidos de medicamentos abortivos, cerca de R$ 60 mil em espécie, dois veículos de luxo e sete aparelhos celulares. Estes últimos serão submetidos à perícia para coletar mais evidências sobre a operação do esquema.

O casal foi autuado por crime contra a saúde pública, conforme o artigo 273 do Código Penal, que pune a falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos medicinais. A pena prevista pode alcançar até 15 anos de reclusão. As investigações prosseguem para mapear a extensão do esquema, identificar outros possíveis envolvidos e determinar a origem dos medicamentos apreendidos, reforçando o compromisso com a proteção da saúde e a segurança da população.

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