VIOLÊNCIA HOSPITALAR

Técnica acusa Magno Malta de agressão e caso chega ao STF

Técnica de enfermagem acusa Magno Malta de agressão em hospital de Brasília; senador nega
Técnica de enfermagem acusa Magno Malta de agressão em hospital de Brasília; senador nega

Profissional de saúde relata tapa durante exame de contraste; Senador nega e alega reação à dor. Hospital investiga.

A segurança de profissionais de saúde em hospitais foi posta em xeque após a denúncia de agressão registrada por uma técnica de enfermagem do Hospital DF Star, em Brasília, contra o senador Magno Malta (PL-ES). O caso, que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao foro privilegiado do parlamentar, ocorreu na quinta-feira, 30 de abril de 2026, durante a realização de um exame médico e levanta preocupações urgentes sobre a conduta de figuras públicas e a dignidade no ambiente de trabalho.

O senador Magno Malta estava internado desde a quinta-feira anterior, 29 de abril de 2026, após sofrer um mal súbito e desmaiar enquanto se dirigia ao Senado Federal.

Conforme o depoimento da profissional à Polícia Civil do Distrito Federal, ela conduziu o senador até a sala de exame, realizou a monitorização e iniciou o procedimento para aplicação de contraste. Durante a injeção, o equipamento detectou uma obstrução, interrompendo o exame. Ao verificar a situação, a técnica constatou que o líquido havia extravasado no braço do paciente.

A profissional informou que seria necessário realizar uma compressão no local. Neste momento, de acordo com a denúncia, Magno Malta teria se levantado abruptamente e desferido um tapa no rosto da funcionária, um gesto que abalou a profissional em pleno exercício de suas funções.

Em contrapartida, Magno Malta, por meio de nota divulgada por seus advogados, negou categoricamente ter agredido a profissional de saúde. Ele alegou que a aplicação do contraste foi tecnicamente incorreta, resultando em trombose, hematoma e uma dor intensa no braço direito, o que, segundo sua defesa, o levou a uma reação involuntária. Os advogados sustentam que o senador estava sob efeito de medicação, com a cognição afetada pelo quadro clínico, e que sua reação foi puramente ao sofrimento físico, sem intenção de violência.

Após a acusação, o parlamentar também registrou um boletim de ocorrência, onde sua assessoria relatou que a reação do senador foi compatível com a dor aguda sentida, sem a prática de agressão física intencional. A defesa do senador solicitou a preservação das imagens das câmeras de segurança do hospital, o depoimento da equipe médica presente, acesso ao prontuário clínico e um exame de corpo de delito para comprovar o hematoma e o extravasamento do contraste, buscando esclarecer os fatos de forma transparente.

O Hospital DF Star, em nota oficial, confirmou a instauração de uma apuração administrativa detalhada sobre o incidente. A unidade hospitalar garantiu que está prestando todo o suporte necessário à colaboradora que fez a denúncia e reafirmou sua total disposição para colaborar com as autoridades competentes na elucidação completa do caso.

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