GESTÃO PÚBLICA DEFICITÁRIA
TCU aponta desempenho abaixo do esperado na Saúde e no Novo PAC em 2025
Relatório do Tribunal de Contas da União detalha gargalos na execução física e financeira de programas federais durante o ano de 2025.
O desempenho das metas estabelecidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Plano Plurianual (PPA) ficou abaixo do previsto durante o ano de 2025, conforme apontado por um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU). A análise, divulgada em 13/07/2026, indica que as áreas da Saúde e do Novo PAC registraram os resultados mais críticos, impactando diretamente a oferta de serviços públicos essenciais para a população.
Na Saúde, apenas 16,7% dos objetivos específicos alcançaram as metas planejadas. O programa Atenção Primária à Saúde não atingiu nenhum de seus quatro objetivos, enquanto a Atenção Especializada à Saúde cumpriu apenas um dos cinco previstos. Esses setores, que concentraram R$ 163 bilhões em recursos em 2025 — representando 63% da verba total da pasta —, ilustram a dificuldade governamental em converter o orçamento disponível em melhorias concretas para o cidadão.
O Novo PAC também enfrentou severas dificuldades, com apenas 23,1% das metas de entregas cumpridas. O programa de Transporte Rodoviário, que recebeu R$ 12,5 bilhões, atingiu apenas 20% das metas estipuladas. A falha na execução física dessas obras resulta em infraestruturas incompletas e serviços indisponíveis para a sociedade, agravando o cenário de descontinuidade de projetos estratégicos.
Outros setores apresentaram dinâmicas distintas. A Educação Básica e o Meio Ambiente tiveram os melhores desempenhos, com 58,3% e 58,45% de cumprimento de metas, respectivamente. Contudo, o Tribunal de Contas da União ressaltou uma disparidade preocupante entre a execução financeira e a física na educação: embora 98% dos recursos de investimento tenham sido empenhados, apenas 35% foram efetivamente liquidados ao longo de 2025, impacto atribuído em parte à aprovação tardia da Lei Orçamentária Anual (LOA).
Entre os principais entraves citados pelos gestores estão o planejamento mal dimensionado, a insuficiência de pessoal e a baixa capacidade técnica de entes subnacionais. O TCU destacou que a dependência de emendas parlamentares e a fragilidade na definição das metas contribuíram para que o monitoramento gerencial ficasse aquém do necessário, resultando em prejuízos diretos para a qualidade de vida da população que depende da máquina pública.
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