DISPUTA PELO ESTADO

Tarcísio e Haddad divergem em propostas para segurança pública em SP

Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad em registros separados durante eventos de campanha.
Montagem com os pré-candidatos Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT). Foto: Miguel Pessoa/Código 19/Estadão Conteúdo e Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Os principais pré-candidatos ao governo paulista definem estratégias focadas na redução da violência para conquistar o eleitorado nas próximas eleições.

A segurança pública consolidou-se como o eixo central nas estratégias de campanha dos pré-candidatos ao governo de SP, visando atender à principal demanda da população paulista registrada em levantamento da Quaest divulgado em abril. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT) definiram que a apresentação de soluções para a criminalidade será o diferencial determinante para angariar apoio político e demonstrar capacidade de gestão diante da insegurança que afeta o cotidiano das famílias.

No caso da candidatura de Tarcísio de Freitas, o planejamento está sob coordenação da secretária Natália Resende e conta com a colaboração de membros da Secretaria de Segurança Pública, como o coronel Henguel Pereira. O grupo mantém o foco na continuidade de programas como a Muralha Paulista, o aplicativo SP Mulher Segura e as ações de combate à Cracolândia. A estratégia de campanha, que inclui a inclusão do ex-secretário Guilherme Derrite (PP) em sua chapa ao Senado, busca reforçar a experiência do grupo na gestão atual.

Em contrapartida, Fernando Haddad antecipou que divulgará na próxima semana o seu plano específico para o setor, antes da entrega do plano de governo completo, sob coordenação do deputado Emídio de Souza (PT). O projeto petista enfatiza três pilares: o combate ao crime organizado com a Operação Carbono Oculto, a proteção de grupos vulneráveis e o uso intensivo de inteligência artificial e tecnologia, incluindo a defesa da gravação ininterrupta de câmeras corporais por policiais.

A disputa, que se intensificou nesta quinta-feira (23) com críticas de Haddad à remuneração dos policiais e à postura de Tarcísio sobre a PEC da Segurança Pública, segue sem caráter definitivo. O registro oficial das candidaturas nos órgãos eleitorais deve ocorrer até 15 de agosto, data limite que encerra o período de ajustes nos planos de governo apresentados pelas coligações.

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