CRIME CONTRA PATRIMÔNIO

Suspeitos revelam detalhes sobre o roubo de joias no Museu do Louvre

Escada encostada na fachada do Museu do Louvre durante a investigação do crime.
Escada utilizada pelos assaltantes para a invasão do Museu do Louvre em outubro de 2025. Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters

Homens detidos confessaram à polícia que receberiam até 25 mil euros pela ação; investigadores apuram a existência de um mentor intelectual ainda não identificado.

A investigação sobre a invasão do Museu do Louvre, em Paris, na França, ganhou novos contornos após suspeitos confessarem o recebimento de valores em troca do furto de joias. Em depoimentos prestados nos dias 2 e 22 de junho de 2026, os detidos afirmaram que seriam remunerados com até 25 mil euros pela empreitada criminosa, valor que variaria conforme os itens subtraídos durante a ação ocorrida em 19 de outubro de 2025.

Os suspeitos, identificados como Abdoulaye N., de 40 anos, e Ghelamallah A., de 36 anos, detalharam que o planejamento do crime teria sido organizado por um mentor externo. A declaração, no entanto, é tratada com cautela pelas autoridades francesas, uma vez que, segundo o Le Monde, não foram encontrados registros de comunicação que comprovem a existência desse terceiro envolvido. Atualmente, o processo tramita com outras duas pessoas presas preventivamente, sob investigação por roubo e associação criminosa.

O episódio de 19 de outubro de 2025 causou comoção mundial ao expor a vulnerabilidade de um dos maiores símbolos culturais da humanidade. Em menos de sete minutos, os criminosos utilizaram uma escada para acessar o segundo andar, quebraram vitrines e fugiram em scooters. Laurent Nuñez, ministro do Interior da França, classificou as peças levadas como portadoras de um valor inestimável para o patrimônio histórico.

A segurança no museu, que abriga obras icônicas como a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, segue sob escrutínio. Enquanto os investigadores trabalham para recuperar os itens e identificar possíveis comparsas, o caso permanece em fase de instrução, não havendo sentença definitiva para os acusados até a data de 12/07/2026.

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