CRIME CONTRA IDOSA

Suspeito de sequestrar idosa em SC acumula 18 condenações

Equipes de segurança atuando no local onde a idosa foi encontrada em Gaspar.
Resgate em Gaspar: idosa de 71 anos foi localizada em área de mata fechada após sequestro em Biguaçu. Foto: Polícia Civil/Divulgação

Homem suspeito de aplicar golpes do tipo Don Juan teve prisão preventiva decretada após manter vítima de 71 anos em cativeiro em região de mata.

A prisão em flagrante de um homem de 42 anos suspeito de sequestrar uma idosa de 71 anos foi convertida em preventiva, conforme decisão judicial proferida na quinta-feira, 09/07/2026. A medida, que mantém o investigado sob custódia, foi tomada em razão da periculosidade do suspeito e para garantir a ordem pública, visto que ele já acumula 18 condenações por diversos crimes, incluindo o chamado estelionato sentimental, conhecido como golpe do tipo Don Juan.

O episódio, que chocou a comunidade catarinense, teve início na terça-feira, 07/07/2026, em Biguaçu, na Grande Florianópolis. Maicon de Moura teria utilizado a confiança estabelecida com a vítima, após conhecê-la em um evento social, para cometer o crime. A idosa foi rendida, amarrada e arremessada em uma ribanceira de cerca de 200 metros, em uma área de mata fechada situada entre Blumenau e Gaspar, no Vale do Itajaí.

A sobrevivência da vítima, que passou uma noite exposta ao frio intenso, reflete a gravidade e a crueldade da ação. Após ser resgatada na quarta-feira, 08/07/2026, a mulher recebeu atendimento médico hospitalar e obteve alta na quinta-feira, 09/07/2026. O caso, agora sob investigação, destaca a vulnerabilidade de idosos diante de criminosos que utilizam estratégias de conquista para obter vantagens patrimoniais.

Documentos do Ministério Público de Santa Catarina apontam que Maicon de Moura possuía histórico de crimes contra o patrimônio e, inclusive, cumpria pena em regime aberto quando o novo delito foi praticado. Em depoimento, o investigado alegou que a motivação do sequestro seria a necessidade de quitar uma dívida de R$ 20 mil com uma facção criminosa.

A defesa de Maicon de Moura, que atuou na audiência de custódia realizada na Vara Regional de Garantias da Comarca de Joinville, declarou em nota oficial que não comentará o mérito das investigações neste momento. O advogado reforçou que o caso segue em fase de inquérito e que serão observados os princípios da presunção de inocência estabelecidos pela Constituição Federal.

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