SAÚDE MENTAL PÚBLICA

SUS amplia acesso a atendimento psicológico para mulheres vítimas de violência

Interface de aplicativo de saúde mental em smartphone.
Atendimento remoto via aplicativo busca descentralizar o acesso à saúde mental no SUS.

Ministério da Saúde disponibiliza 100 mil consultas mensais remotas para mulheres vítimas de violência e cuidadoras de pessoas neurodivergentes.

Mulheres em situação de violência e cuidadoras não remuneradas de pessoas com deficiência, familiares neurodivergentes ou pacientes com doenças raras passam a contar com atendimento psicológico remoto gratuito. A medida foi estabelecida pelo Ministério da Saúde, em 25/08/2026, com o objetivo de ampliar o acesso ao cuidado especializado e garantir a proteção integral dessas cidadãs em todo o país.

O serviço, que oferece até 100 mil consultas mensais, é voltado a mulheres com 18 anos ou mais que enfrentam episódios de violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. A iniciativa reconhece o desgaste emocional imposto às cuidadoras não remuneradas, oferecendo um espaço seguro para o acolhimento profissional e o fortalecimento de estratégias de autocuidado.

O atendimento integra o projeto Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres, executado em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). O acesso é facilitado por meio do aplicativo Acolhe Mais, disponível no Meu SUS Digital e no site do Sistema Único de Saúde, mediante uso da conta Gov.br.

Para buscar ajuda, não é necessária a apresentação de encaminhamentos médicos ou documentos comprobatórios. O fluxo ocorre por meio de cadastro e formulário online, com análise da equipe responsável e resposta em até 24 horas. Após o agendamento, o suporte segue com sessões de 50 minutos, que visam a construção de vínculo entre a profissional e a paciente, com ciclo inicial de até 10 sessões, renováveis conforme avaliação.

O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h (horário de Brasília). A iniciativa representa um passo essencial para reduzir barreiras e oferecer dignidade às mulheres que sustentam o bem-estar de suas famílias muitas vezes em detrimento da própria saúde mental.

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