GIGANTE DECISÃO MILITAR

Suécia fornecerá 36 caças Gripen para a Ucrânia em acordo histórico

Vista lateral de um caça Gripen E estacionado no pátio.
Caça Gripen E da Força Aérea Brasileira (FAB)

Acordo anunciado em 28/05/2026 prevê 20 caças novos e 16 usados. Financiamento virá de empréstimo europeu, abrindo caminho para futuras aquisições de Kiev em meio a cortes de ajuda americana.

{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"A Suécia decidiu fornecer 36 caças Gripen para a Ucrânia, fortalecendo a defesa do país contra a Rússia. O anúncio, feito em 28 de maio de 2026, durante visita do presidente Volodimir Zelenski a Uppsala, é crucial para a capacidade aérea ucraniana e marca o início de um plano ambicioso de Kiev para construir uma frota de até 150 jatos suecos. A decisão importa porque, em um cenário de incerteza na ajuda internacional e com perdas significativas em combate, o reforço militar visa garantir a soberania e a segurança do povo ucraniano."},{"type":"paragraph","data":{"text":"O acordo detalha o fornecimento de 20 caças Gripen E, de nova geração, idênticos aos operados pelo Brasil. O valor estimado para estas aeronaves é de R$ 14,7 bilhões, a serem financiados por um empréstimo da União Europeia (UE). As entregas dos modelos mais recentes estão previstas para iniciar a partir de 2030. Paralelamente, a Suécia cederá 16 aeronaves Gripen C/D, de uma geração anterior, com entregas previstas ainda em 2027."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Este passo é a materialização de um memorando de entendimento assinado no ano anterior, que visava a aquisição de 150 caças suecos, um plano que gerou ceticismo quanto à viabilidade financeira e prazos. O avanço foi impulsionado pela ratificação, em 28 de maio de 2026, de um empréstimo de R$ 530 bilhões da UE ao governo ucraniano, após a remoção do veto húngaro. Essa liberação de recursos é vital, especialmente com a redução da ajuda financeira direta dos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A complexidade da integração de novas aeronaves é notória. A Força Aérea da Ucrânia, que antes da guerra operava predominantemente modelos soviéticos como MiG-29 e Su-27, recebeu reforços pontuais de caças de outros países. Com perdas em combate e doações, a frota atual é uma combinação de aeronaves de diferentes gerações e origens. A Suécia, além dos Gripen, já havia fornecido dois aviões-radar Saab S-100D, que auxiliam na coordenação aérea. A entrega dos Gripen exigirá treinamento extensivo de pilotos e equipes de solo, um investimento direto na capacidade e resiliência da defesa ucraniana."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Para o Brasil, a transação pode influenciar a negociação de até 12 modelos Gripen C/D que a Força Aérea Brasileira (FAB) buscava para complementar sua frota. A Suécia, que já encomendou 60 Gripen de nova geração, recebeu apenas 3 unidades até o momento. Contudo, a linha de produção conjunta com a Embraer no Brasil, que já iniciou a fabricação de Gripen E para o mercado nacional e para a Colômbia, sugere que a demanda brasileira por mais caças suecos poderá ser atendida sem comprometer a capacidade de defesa sueca ou o contrato já em curso com a FAB."}}]}

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