GEOPOLÍTICA E DEFESA

Donald Trump determina redução de exercícios militares com a Coreia do Sul

Donald Trump caminhando em direção ao Air Force One em Morristown.
Donald Trump embarcando no Air Force One em Morristown no domingo (16).

Presidente dos EUA questiona custo e adequação das manobras Ulchi Freedom Shield enquanto cobra maior alinhamento de Seul em pautas internacionais.

Donald Trump ordenou a redução dos exercícios militares conjuntos realizados em parceria com a Coreia do Sul, expressando descontentamento com a continuidade das operações. A determinação foi oficializada em uma rede social neste domingo (16), em meio a críticas do presidente dos Estados Unidos sobre a postura diplomática de Seul frente a conflitos globais.

A decisão de Donald Trump ocorre poucas horas antes do início programado para o treinamento Ulchi Freedom Shield, previsto para ocorrer entre 17 e 27 de agosto. Embora tenha admitido ser tarde demais para um cancelamento integral das atividades — que envolvem cerca de 18 mil militares sul-coreanos —, o presidente manifestou publicamente sua insatisfação com a participação norte-americana.

Para o governo, a realização dessas manobras representa um gasto elevado e, segundo a visão do mandatário, envia um sinal inadequado a um país que, sob sua gestão, não teria apresentado ameaças diretas. O posicionamento de Donald Trump reflete um distanciamento estratégico, reforçado pela recusa de Seul em aderir aos esforços dos EUA para a desnuclearização da República Islâmica do Irã.

Enquanto a Casa Branca e o Pentágono mantêm silêncio sobre a ordem, as manobras militares continuam sendo vistas por Pyongyang como preparativos para uma invasão. O cenário de tensão é agravado por disparos recentes de mísseis balísticos pela Coreia do Norte em direção ao Mar do Japão, ocorridos em 6 de agosto e na última quarta-feira.

O impacto das alianças militares ganha contornos mais críticos com o envolvimento norte-coreano na guerra na Ucrânia. Relatórios indicam que tropas de Pyongyang têm adquirido experiência em combate ao lado da Rússia, utilizando sistemas de drones e armas avançadas, como os mísseis hipersônicos Zircon, em ataques contra infraestruturas estratégicas, a exemplo da siderúrgica em Zaporizhzhia, onde sete trabalhadores perderam a vida.

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