DESCOBERTA HISTÓRICA MARÍTIMA

Submersível Alvin fotografa o naufrágio do navio Quest no Atlântico Norte

Imagem subaquática do naufrágio do navio Quest capturada por tecnologias de alta definição.
Submersível Alvin realiza mapeamento de alta precisão nos destroços do navio Quest no Atlântico Norte.

Expedição liderada pela Sociedade Geográfica Real Canadense registra restos da embarcação de Ernest Shackleton a 390 metros de profundidade.

Uma equipe de pesquisadores internacionais localizou e fotografou os destroços do navio Quest, embarcação comandada pelo explorador britânico Ernest Shackleton, em 13 de julho de 2026. A missão, que utilizou o submersível de pesquisa oceanográfica Alvin — o mesmo veículo que visitou o Titanic —, confirmou o estado da estrutura submersa no Mar do Labrador, Oceano Atlântico Norte, com o objetivo de preservar o patrimônio histórico e ambiental.

A iniciativa foi coordenada pela Sociedade Geográfica Real Canadense em colaboração com a Instituição Oceanográfica Woods Hole, dos Estados Unidos. O sucesso da operação, que alcançou 390 metros de profundidade, permite agora a criação de modelos 3D detalhados. Essa tecnologia transforma a exploração científica em um registro digital acessível, fundamental para a divulgação histórica e para o monitoramento de como a vida marinha tem colonizado os restos do navio ao longo das décadas desde seu naufrágio em 1962.

Apesar do êxito técnico, a equipe enfrentou desafios ambientais severos. Bruce Strickrott, piloto do submersível Alvin, destacou a complexidade de navegar em ambientes de grande profundidade, enquanto John Geiger, líder da expedição, apontou a degradação causada pela atividade humana: “As redes de pesca são uma triste realidade que limita nossa capacidade de examinar os destroços. Precisamos assumir a responsabilidade pelo que estamos fazendo com nossos oceanos”.

Segundo a cientista-chefe da Instituição Oceanográfica Woods Hole, Dwight Coleman, a modelagem tridimensional obtida nesta missão oferece uma nova perspectiva para a oceanografia moderna. Após a conclusão dos trabalhos no Quest, o grupo de especialistas direciona seus equipamentos para a Groenlândia, onde buscará identificar outro naufrágio de relevância histórica para a exploração marítima.

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