TRANSPORTE EM NATAL

STTU adia publicação de edital de transporte público de Natal para nova revisão de custos

Veículo de ônibus urbano em circulação na cidade de Natal.
Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) adia publicação do edital de licitação do transporte público de Natal.

Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) afirma que adequação de preços e novos impactos financeiros exigem atualização de estudos econômicos, sem nova data para o lançamento.

A publicação do edital de licitação do transporte público de Natal está suspensa, aguardando uma nova atualização dos estudos econômicos. A decisão, tomada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), visa incorporar alterações nos custos operacionais do sistema, reajustes em combustíveis e os impactos financeiros de novas leis de gratuidade. A STTU não definiu um novo prazo para a divulgação do documento, essencial para a modernização do serviço e a melhoria da dignidade dos usuários.

A necessidade de reavaliar os custos operacionais do transporte público surgiu devido a diversas mudanças, incluindo a elevação dos preços dos combustíveis e a análise dos efeitos financeiros das gratuidades e subsídios para o transporte coletivo na capital. O processo licitatório, que já passou por revisões em resposta a apontamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), retorna agora à fase de ajustes técnicos. Esta demora impacta diretamente a expectativa de melhorias no serviço para a população.

A Procuradoria-Geral do Município (PGM) confirmou a conclusão da análise jurídica do edital, com o processo agora sob avaliação da gestão municipal. A Prefeitura do Natal solicitou à Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), consultoria responsável pelos estudos técnicos, a atualização dos dados econômicos que fundamentam a licitação. A decisão de aguardar os novos estudos busca garantir que o edital reflita a realidade financeira atual do sistema, um passo crucial para assegurar a sustentabilidade e a qualidade do transporte público.

Jódia Melo, titular da STTU, explicou que a ANTP está empenhada na atualização dos estudos econômicos para viabilizar o lançamento do edital. "A gente não podia lançar o edital com atualização de preços de diesel, de folha de pagamento dos motoristas, as coisas com a data do ano passado", declarou, evidenciando a importância de dados atualizados para a precisão do processo. A adequação dos valores é fundamental para atrair investidores e garantir a execução dos serviços conforme planejado.

Outro fator determinante para a revisão é a nova lei de gratuidade no transporte público, que entrou em vigor em abril deste ano, beneficiando usuários aos domingos e estudantes da rede pública. "A gente precisa inserir os dados da nova lei da gratuidade e isso impacta diretamente na licitação. Tudo isso tinha que estar dentro do edital, tinha que estar dentro dos cálculos", ressaltou Melo. A inclusão correta destes dados é vital para a justiça social e a acessibilidade ao transporte.

Entre os benefícios previstos pela licitação estão a melhoria do conforto e segurança dos passageiros, com limite de até seis passageiros em pé por metro quadrado, a renovação completa da frota, a oferta de Wi-Fi em todos os veículos e a instalação de ar-condicionado nos ônibus. Essas medidas visam elevar a qualidade de vida e a experiência diária dos cidadãos que dependem do transporte público.

A proposta licitatória também contempla a adoção de veículos convencionais com capacidade para até 78 passageiros e miniônibus para até 35 usuários. Além disso, o projeto prevê a incorporação de linhas da Rede Meta à chamada Rede de Transição, otimizando trajetos que não demandam investimentos em infraestrutura para sua implantação, demonstrando um planejamento estratégico para o futuro da mobilidade urbana.

A TRIBUNA DO NORTE buscou informações sobre um novo cronograma para a publicação do edital, mas a STTU informou que não há prazos definidos para a divulgação, mantendo a incerteza sobre quando as melhorias prometidas serão efetivamente iniciadas. A falta de definição gera apreensão quanto à celeridade na resolução das demandas do transporte público.

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