MINISTRO INVESTIGADO

STJ marca oitiva de vítimas de Marco Buzzi para 11 de junho

Marco Buzzi
Marco Buzzi

Duas mulheres que denunciaram o ministro Marco Buzzi por assédio sexual serão ouvidas na mesma sessão que 20 testemunhas de defesa e acusação. O magistrado responde a processo administrativo disciplinar.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu que a oitiva das duas mulheres que denunciaram o ministro Marco Buzzi por assédio sexual ocorrerá em 11 de junho. Na mesma audiência, serão ouvidas 20 testemunhas indicadas pela defesa e pela acusação. A decisão marca um passo crucial no processo administrativo disciplinar (PAD) que investiga o magistrado.

Marco Buzzi está afastado de suas funções desde 10 de fevereiro de 2026, data em que o PAD foi instaurado. O caso ganhou repercussão com as denúncias de assédio. A primeira acusação partiu de uma jovem, que relatou uma tentativa de agressão durante um banho de mar em Balneário Camboriú, Santa Catarina, em janeiro de 2026. Posteriormente, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro apresentou outra denúncia, alegando ter sido vítima de assédio sexual.

Marco Buzzi
Ministro Marco Buzzi

A investigação sobre a conduta do ministro Buzzi avança no STJ, mas também tramita na esfera criminal no Supremo Tribunal Federal (STF), onde o magistrado possui foro privilegiado. Recentemente, em 27 de maio, o tribunal promoveu uma redução na remuneração líquida do ministro, que passou a ser de R$ 35.100 em maio, com o corte de verbas adicionais.

A defesa de Marco Buzzi reitera a inocência do ministro, afirmando que os fatos serão esclarecidos durante a instrução processual. Em nota, a equipe jurídica informou que "atuará com serenidade, responsabilidade, com respeito às instituições e às pessoas envolvidas". Das 30 testemunhas indicadas pela defesa, 16 foram admitidas pela Comissão Processante, com o objetivo de "elucidar a verdade dos fatos".

A decisão de marcar a oitiva para 11 de junho é um indicativo de que o processo busca celeridade na coleta de provas e depoimentos, visando a apuração completa dos fatos e a garantia de um julgamento justo. A dignidade das vítimas e a integridade das instituições estão em foco durante este período.

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